Subitamente o copo meio vazio surgiu-me meio cheio.
Uma das melhores coisinhas que se vai vendo na TV por estes meses é o anúncio ao Sony Bravia, uns ecrãs pequeninos e baratinhos que se podem comprar para usar na sala, no quarto ou na casa de banho enquanto se toma banho (ou não).
A primeira coisa que me chamou a atenção no anúncio foi a música, She’s a Rainbow dos Rolling Stones, a segunda coisa que me chamou a atenção foi o facto do anúncio ser feito em stop motion o que significa que aquilo foi coisa para ter demorado o seu tempo para completar. Vai daí decidi perder uns segundos a ver o making of, bem como a fazer o upload da musiquinha para quem ainda não a conhece.
Aqui ficam com o anúncio:
A música:
A ver se o Marquêz agora não vem com histórias de que só ouço música foleira. (Se não gostasses de Morphine era gajo de te perder o respeitinho.)
Deve ter sido por ter acordado com sol quentinho a bater-me nas fuças que me deu
vontade de fazer aqui qualquer coisa. Os Ting Tings, nascidos a 2006, são uma banda inglesa de Indie-Pop com tiques de Dance-Punk. E o seu álbum de estreia We Started Nothing é uma delícia.
Então esta That’s not my name cheira-me que vai andar aí a rodar por todo o lado neste verão que tarda a chegar.
Ficam aqui com a musiquinha:
The Ting Tings – That’s not my name
Homepage: The Ting Tings
Isto de passar para cima de dois meses sem abrir sequer aqui o tasco, sem ir uma vez que fosse ao google reader para ver as feeds e totalmente desligado de tudo o que tivesse blogspot no url simplesmente por falta de vontade tem destas coisas. Não faço a menor ideia se isto já anda por aí a ser metido em tudo quanto é estaminé que se dedique a meter música nova mas o que é certo é que descobri isto há coisa de um mesito e desde aí que não tenho parado de ouvir. Os Atomic Hooligan são dois moços ingleses que se dedicam a produzir música electrónica e que lançaram agora um álbum chamado Sex, Drus and blah blah blah que está cheio de pérolas para quem aprecia o género.
Lá pode-se encontrar breakbeat, drum and bass, electro-house, electro minimalista e outros tipos de sonoridades que sinceramente não sei descrever. Não se limitaram a fazer uma catrafada de músicas praticamente iguais como acontece com 99% dos álbuns de electro que saem hoje em dia e decidiram que o que interessava era fazer uma coisa decente sem se preocupar em encher chouriços todos iguais. 
E conseguiram, para quem gosta do género. Ficam aqui com a segunda música do alinhamento do álbum e se quiserem ver o vídeo no youtube o link é este.
Roy Lichtenstein foi mais um dos nomes importantes da onda pop-art que invadiu o início da década de 60 e este Girl with ball de 1961 a óleo pode ser visto no museu de arte moderna de Nova Iorque. A inspiração para o quadro surgiu através de um anúncio numa edição de domingo do New York Times.
Os quadros de Lichtenstein são quadros objectivos e cujo propósito é desindividualizar emoções e atitudes, fazendo a pintura parecer quase que mecânica como que feito por um desenhador gráfico realizando um trabalho publicitário.
A imagem da pintura que coloquei acima é já é grandita, mas como eu hoje acordei bem disposto e o sol que apanho na tromba durante a tarde me revitaliza e faz passar a tarde a cantar enquanto tenho que conduzir para qualquer lado, aproveitei para meter no scanner o livrito de pop-art que o meu irmão me deu no Natal e deixar aqui o quadro com uma resolução de 2479 por 4213 pixeis e quase 5 megas de espaço para quem quiser ir a uma tipografia e imprimir isto com uma qualidade cinco estrelas e fazer um poster catita para meter no quarto ou na sala. Para isso basta clicar na imagem do quadro em cima que a imagem em tamanho gigante abre numa janela nova, isto se eu não troquei os links todos.
Ah, e porque passei a tarde a ouvir música num dos cd’s carregadinhos de mp3 que levo no auto rádio, acabei por andar a fazer figuras tristes ao volante enquanto berrava em plena auto-estrada o refrão desta Fuck Forever dos Babyshambles de 2005:

É realizado por José Padilha, tem interpretações em grande de Wagner Moura, Caio Junqueira, André Ramiro e outros(as), tem uma história do caneco, uma quantidade incontavel de “one liners” que se gravam na memória e para também não fugir muito à tradição recente do cinema brasileiro tem uma banda sonora de ouvir e chorar por mais.Vejam o filme quando tiverem oportunidade, e entretanto ficam aqui o trailer e as duas musiquinhas que me ficaram logo coladas à parte de trás da memória.
“Bota no saco.”
Só porque estou bem disposto e me apetece entrar no fim de semana com música a sério.