The King is dead. Long live the King!

O delírio das massas anti-pirata, dos defensores do bom nome e bons costumes da utilização “racional” da internet, durou hoje cerca de hora e meia.lol1

Por volta do meio dia surgiram notícias em tudo quanto era meio noticioso online do fecho forçado do Pirate Bay.

Por volta das duas da tarde aquilo que se via no site do Pirate Bay era isto:

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É de ler o que diz a t-shirt.

Uma mudança de servidor (e de país de alojamento do mesmo) foi o suficiente para contornar a situação e ter um downtime de menos de duas horas (e por culpa de umas ligações não testadas).

Derrota atrás de derrota as associações do estila MPAA e afins parecem não conseguir perceber a mensagem. Parecem também não conseguir perceber que estes sites não alojam os ficheiros, apenas os “indexam”, ou seja, indicam aos utilizadores que outros utilizadores têm disponível para partilha o que se pretende ver/ouvir/ler/jogar.

E enquanto pedirem 20€ por um CD de música, 20€ por um livro, 60€ por um jogo, com 90% (ou em alguns casos, mais ainda)  da margem de lucro a ir direitinho para os bolsos das editoras e distribuidoras em vez de ir para os artistas, então meus senhores, bem que podem esperar sentados pelo fim da pirataria.

Na cena musical já começa a haver alguma consciencialização do caminho a seguir: algumas bandas começam a optar por disponibilizar os seus CDs online, à borla, simplesmente com a possibilidade de o ouvinte doar o que entende que o àlbum vale. Foi assim que os Radiohead fizeram com o seu último disco e conseguiram seu maior lucro desde a formação da banda.

Uns são inteligentes, outros teimam em ser parvos.


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Fedora 11

Hmmm… ext4 por default, uma série de novidades engraçadas que se podem ler nas release notes.

Cheira-me que vou ter que arranjar uns 20 gigas algures no disco para instalar este brinquedo. Tenho que admitir que o Ubuntu me anda a irritar/desiludir com a quantidade de mariquices que são introduzidas versão após versão e que começam a fazer dele um papa recursos. A ver vamos se este Fedora é tão bom como promete e se, principalmente, noto mais “leveza” no sistema.

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2010 ainda está longe…

Mas já tenho a primeira resolução para o ano novo. A minha Peugeot a diesel de 92 está bem conservada mas não vai durar para sempre. O pára-arranca diário entre as Amoreiras e a recta dos Cabos d’Ávila também não ajuda em nada às contas do consumo médio.

Desde há alguns anos para cá que tenho dito que a comprar um carro teria que ser um híbrido ou um eléctrico puro, mas verdade seja dita: os que existem não são propriamente carros pequenos e bonitos. O Prius até é uma bela opção, mas é grande e feio. O novo Honda híbrido idem aspas (parecem gémeos).

visuel-homeEu sei que é um bocado ridículo colocar a estética do carro acima das suas funcionalidades, mas a verdade é que o que um amigo me disse no fim de semana anterior faz todo o sentido: “se vou comprar um carro para andar todos os dias, não me apetece olhar para ele de manhã e detestar.”

Até que hoje vi as fotos do novo Bluecar desenhado pelos estúdios de Pininfarina. O “bicho” é bonito, pequenino, totalmente eléctrico com baterias de nova geração LMP capazes de aguentar 200 000 kms sem precisar de troca, tem uma autonomia mais que suficiente para a vida na cidade (250kms a uma velocidade média de 50kmh), carrega-se através dos painéis fotovoltaicos colocados no tejadilho ou através de uma simples tomada eléctrica (ou seja, por cada 100kms paga-se menos do que 1€).

Se aguentar uma viagem Lisboa-Porto sem necessidade de se parar para recarregar numa tomada as baterias, ou melhor, se os painéis forem capazes de ir carregando rápido o suficiente para evitar uma paragem forçada numa estação de serviço, então está tomada a decisão: Há que começar a poupar os trocos porque está dado o primeiro passo para a introdução em massa dos carros eléctricos.

pininfarina--bollore-b0O que me parece que virá a ser um problema é a projecção das vendas. Serão produzidos apenas 10000 carros em 2010, 20000 em 2011 até aos 60000 em 2016, e a julgar pelas reacções ao lançamento oficial do carro e que se podem encontrar um pouco por todo o lado na blogosfera, será pouco carro para a procura. Mas isso logo se verá.

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Ia distraído ao telemóvel.

Apenas 750kms acima da superfície da Terra, e mesmo por cima da Sibéria chocaram dois satélites no último mês.

Foi a primeira vez que um choque deste género aconteceu apesar de existirem milhares destes objectos a orbitar o planeta. Os responsáveis foram o Iridium 33 and Kosmos-2251, dois satélites de comunicações, um americano e um russo, que agora já nem para peças de sucata servem. O satélite russo encontrava-se já desactivado e por isso acabou por ainda ser mais útil à terra do tio Putin do que inicialmente previsto.

A enorme massa de detritos gerada está representada na imagem abaixo, dentro do quadro no canto inferior direito, e é agora um valente perigo para outros satélites que orbitem nas redondezas.

As más línguas dizem que o Kosmos não parou no vermelho.

Imagem retirada do Astronomy Picture of the Day

Ray Charles – Mess around

(é favor clicar mesmo em cima do link para abrir o leitor)…


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Bacalhaus da seda.

Yunan Yang, Liman Tanga, Ling Tong and Hong Liu.

Quatro nomes chineses que podem vir a ser responsáveis pela mudança de dieta de futuros astronautas. A brincadeira começou em Setembro de 2006 quando estes cientistas chegaram à brilhante conclusão que a ideia de uma viagem interplanetária é muito bonita, os planos para ir a Marte são espectaculares, a intenção de ir ainda mais além é uma alegria, mas há o grave problema do transporte de alimentos capazes de fornecer tudo aquilo que um corpo humano necessita para viajar sem risco de subnutrição.

Bacalhaus da seda

Uma dos pressupostos de que partiram para esta investigação foi de que para a existência de alimentos e oxigénio neste tipo de viagens será necessário que a nave seja capaz de transportar um pequeno ecossistema. Estudos anteriores consideraram a hipótese de transportar animais tão distintos como galinhas, peixes e até caracóis ou larvas marinhas. Mas tudo tinha um contra: por exemplo as galinhas necessitam de demasiado espaço e alimentação própria e tudo quanto é vida marinha necessita de água em condições muito específicas que se revelam demasiado complexas de obter no espaço.

Foi então que estes senhores chineses sugeriram que a alimentação se baseasse em bichos da seda ou até não fosse o bicho uma iguaria em certas províncias da China. Estes insectos crescem rapidamente, não requerem grandes cuidados nem espaço e produzem quantidades minúsculas de excremento que podem inclusivamente servir para adubar plantas existentes no shuttle.

Enquanto estão na fase de pupas (ou crisálidas, ou ninfas), estes bichos são basicamente proteínas comestíveis e contêm duas vezes mais aminoáacidos do que a mesma quantidade de carne de porco e quatro vezes mais do que leite e ovos. Estes senhores sugerem ainda que será fácil desenvolver um processo químico capaz de tornar a seda facilmente digestível.

O estudo que desenvolveram foi –como referi acima- começado em meados de 2006 e terminou apenas no final de 2008. Um pequeno excerto (o Abstract) do artigo pode ser visto aqui .

E o que é que se retira disto tudo? Dois pontos essenciais:

  • Estes 4 chineses nunca provaram uma bacalhauzada decente para saber o que é que o corpo realmente precisa.
  • Por ser requisito nacional o gostar de um bom bacalhau com batata à murro, e por saber o quanto custa passar quinze dias sem o comer, nunca um português que se preze fará parte de uma viagem deste tipo.


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Que raios

É como disse antes: quando tenho vontade de escrever cá é quando não posso. Uma mudança de armas e bagagens para outras paragens e viver (para já) sem uma ligação à net dá nisto… Tenho mesmo que me decidir por um ISP rapidamente.


Ah, entretanto ninguém morreu por causa disto. Não surgiram buracos negros capazes de engolir a terra, o universo continua igual. Mais uma vez os palermas das conspirações e arautos da desgraça que passaram meses a invadir blogs e a criar páginas contra o avanço da ciência calaram-se repentinamente.


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Google Chrome


O Firefox continua a ficar cada vez mais “pesado”, mesmo depois da versão 3 ter trazido umas quantas melhorias, especialmente para quem tem a mania de ir ao taskmanager ver quanta RAM anda a ser consumida pelos browsers. O Opera 9.52 é agora o meu browser diário, mas embora já tenham corrigido/acrescentado umas simples features que me são indispensáveis (percorrer abas pela simples ordem com que estão na barra em vez de regressar à aba”original” quando se fecha a última aberta, sincronização de favoritos, etc), continua a ter algumas coisas que me fazem não estar a 100 convencido. Daí ter experimentado este novo Google Chrome.
Bastante agradável, rápido e leve. Ainda está em versão beta mas não tive nenhum crash até ao momento. Tem coisas interessantes como ter a barra de bookmarks a surgir sempre que se abre uma aba nova mas desaparecendo logo de seguida dando maior espaço de visualização ao site em si, ao qual ajuda ainda a ausência de uma barra de título. Consta por alguns sites que a visualização de vídeos ainda não é famosa (ainda não testei) mas que este motor de rendering é mais rápido que o Gecko (do Firefox) e que o Kestrel (Opera 9.5x). Sinto falta aqui de um bom adblock, de um sincronizador de bookmarks e de uma barra com motores de pesquisa.
Fora isso parece-me estar bastante bonzito e só deve melhorar com o tempo.
Link para download aqui.


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E fez-se luz, mas eu não pago a conta.

Estamos em crise, vamos fazer poupança energética, vamos ser responsáveis, usem lâmpadas de elevada eficiência, desliguem sempre todas as luzes que não estão a ser usadas, nunca deixem a televisão ou o ecrã do computador só em standby, etc e tal. Aproveitem e passem nos Aliados onde está uma coisinha ao alto que só está enfeitada com 2,4 milhões de micro lâmpadas, 13 mil lâmpadas redondas e 500 metros de néon. Mas é Natal, que se lixe. Para o ano começamos a poupar outra vez.
O que vale é que é o BCP a patrocinar e eu não tenho conta em nenhum dos seus balcões, mas tenho pena de quem tem.


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Second Life? LOLife

Faz-me uma certa confusão ler acerca do Second Life como o novo oásis da web, como o porto de abrigo para quem se quer reconhecer internauta.
Eu mal tenho tempo para uma vida que não me passa pela cabeça arranjar uma segunda, ainda para mais a feijões. Mas tudo bem, há quem tenha tempo, invejo-os.
Mas mete-me confusão ver artigos semanais em jornais de tiragem nacional, artigos com honras de pertencer às crónicas sobre a web, em que se descreve a bela arte de desperdiçar horas a brincar ao faz de conta e sobretudo como essas horas são sinónimo de evolução, de visão de futuro, de adaptação à realidade do século XXI e onde os “avatares” como gostam de lhes chamar são a representação de um indivíduo.
Não me quilhem, não são.

Nunca andei pelo second life, nem sequer tenho conta naquilo, mas cheguei a ter curiosidade em entrar no Habbo (aquela coisa que funciona como um hotel onde as pessoas andam pelos corredores a perguntar à boa moda do velhinho IRC, “a/s/l ?”). Acho que se estive lá meia hora foi muito.
Volto a dizer que não conheço o second life, mas posso dizer que conheço o tipo de personagens que lá habita. O mesmo tipo de personagens capazes de passar 12 horas por dia em frente ao pc a perseguir monstros enquanto, por chat, vão confraternizando e fazendo amizades com alguém que associam a um cavaleiro de armadura de resistência de nível 20, montado num cavalo com asas e que cospe ácido.

Agora pergunto eu: qual é o objectivo? Ter uma segunda vida onde se pode ser aquilo que queremos ser e não aquilo que na realidade somos? Ena! Portanto, vamos mesmo todos acreditar que aquele boneco com um belo par de mamas e rabo perfeitamente moldado em forma de meia lua é capaz de nos satisfazer. Vamos todos acreditar que se no second life alguém anda num carrinho todo pipi esse alguém é portanto uma pessoa de respeitável posição social. Sim, vamos todos acreditar.

Em vez disso dou uma sugestão: largar essa treta e aproveitar o tempo que se ganha. Digo eu, na minha visão tacanha e mesquinha -ou pelo menos assim dizem esses maravilhosos colunistas da tiragem nacional que se fartam de criticar quem não vê no second life a oportunidade de construir um mundo melhor- que era capaz de ser tempo melhor aproveitado, nem que fosse para pegar num livro, ouvir um cd sentadinho no sofá a relaxar ou ir ao café onde estão pessoas de carne e osso que não te dizem “brb” quando querem ir mijar.

E eu adoro perder tempo na net quando o consigo arranjar. Se se ganhasse dinheiro por cada inutilidade que se descobre em sites e blogues que não lembram ao diabo já era milionário. Absorvo informação a partir da net, participo em fóruns de discussão variados desde desporto a conversa da treta, participo/jogo em fantasy leagues de basquetebol americano, jogo em simuladores de gestão de equipas F1 online, tenho um blogue, farto-me de ver vídeos no youtube e afins e à custa disso deito-me às tantas e de manhã ando sempre de olheiras mas para além de saber que isso não faz de mim um gajo mais “século XXI” nem mais culto em linguagem binário também não ando a escrever por aí que quem não o faz é porque não tem visão de futuro.

Isto tudo para dizer que me fartei de rir quando vi esta notícia:

Que culpa tem o puto de existir gente capaz de gastar dinheiro real para ter neste tipo de tretas. Móveis imaginários mais bonitos que o gajo do computador ao lado e pagos com dinheiro real? Era dar-lhe uma palmadinha nas costas do puto, um piscar de olho e dizer-lhe que merecia uma estátua por andar a gozar com tansos.

Por fim, e para quem arranjar uns minutos e tiver vontade de lêr uma pérola em inglês, dêem um saltinho aqui e vejam o que um dos meninos que faz os cartoons Cyanide and Hapiness escreve acerca da sua viagem ao mundo do Habbo, onde andou a recrutar pessoal para fazer umas violações online. Vale a pena.


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Pi Pi Pi x 50

Faz hoje precisamente 50 anos que um senhor soviético chamado Korolev festejava como um louco e que uns quantos outros senhores americanos estavam incrédulos com o que ouviam num pequeno “rádio”.

Era o Sputnik, o primeiro satélite artificial a orbitar o nosso planeta. Lançado pelo R7, uma das maravilhas da engenharia soviética (e em especial de Korolev), o Sputnik não foi mais do que uma pequena bola de aço com um transmissor de 1 watt entre os 20.000 e os 40.000 MHZ) que viajava agarrado a quase 80Kg de bateria e que fez cerca de 300 órbitas à Terra a uma velocidade de praticamente 30000 Km/h.
Estava inaugurada uma das épocas mais marcantes da história recente da humanidade e que mudaria por completo a face das duas maiores potências do século XX, trazendo implicações que ultrapassaram em muito a simples vontade de ser os primeiros a pisar a lua: a corrida ao espaço.


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