Só uma perguntinha

Sou só eu que acho incrivelmente irritante o facto de todos os jogos do Euro na TVI terem um atraso do som em relação à imagem de dois segundos? Um gajo cai ao chão, vê-se o árbitro levar o apito à boca e passados dois segundos é que se ouve o apito.

Pior é quando há uma jogada de perigo e se ouve aquele “ohhhh” do público já quando o guarda-redes está a preparar o pontapé de baliza.

Será que o som já vem assim da Áustria/Suiça, será que o sinal que chega de lá já trás som e vídeo combinados e não dá para meter um atraso na imagem para sincronizar a coisa?

Shôres da TVI, vejam lá se desenrascam qualquer coisa. É que é mesmo irritante.

 

Ah, e esta Rússia já devia estar a dar uns 4 à Holanda.


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Afinal não é ditador…

Eventualmente por pressão do presidente madeirense, evita as críticas públicas das oposições aos 30 anos de governo chefiado por Alberto João Jardim.joaojardim
“Eu acho bem não haver uma sessão solene, acho que era dar uma péssima imagem da Madeira mostrar o bando de loucos que está dentro da Assembleia Legislativa”, justificou Jardim no sábado. “Eu cá não apresento aquela gente a ninguém”, reforçou. E concluiu: “Acho que isso ia ter repercussões negativas no turismo e na própria qualidade do ambiente”.

“Eu acho bem não haver uma sessão solene, acho que era dar uma péssima imagem da Madeira mostrar o bando de loucos que está dentro da Assembleia Legislativa”, afirmou Jardim, referindo-se a deputados da oposição como “o fascista do PND, o padre Egdar (do PCP)” e “aqueles tipos do PS”.

in Público

 

… é só deficiente mental. Estou muito mais descansado.


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Penicheiro por duas noites

Fui passar o ano a Peniche, ou como me fartei de chamar por lá, “Penisse” ou ainda “Pénickse”. E foi porreiro.

A cidade é catita, bonita até embora algo suja, tem aquela pinta indisfarçável de cidade piscatória, não dispensa a existência de azulejos com motivos relacionados com o mar por cima de todas as portas das casas mais pequenas e mais juntas à praia, está repleta de pequenas residenciais e tem o taxista mais simpático e impecável de que tenho memória, ou não tivesse ele metido José Malhoa aos berros para se cantar enquanto se fazia a viagem para a praia às 2 e tal da manhã.
E como em qualquer cidade portuguesa que se preze encontram-se algumas pérolas tipicamente nacionais. Ainda pensei falar aqui do restaurante chinês Leão d’Oiro que afinal era loja dos 300 e que tinha um alpendre completamente aberto mas onde estavam duas belas portas de vidro do lado direito fechadas à chave não fossem os bandidos pensar em entrar pela porta da frente já que entrar pelas “janelas” é coisa para gente maluquinha.Mas prefiro destacar uma oferta de serviços que me deixou maravilhado. Numa rotunda repleta de escritórios de edifícios de trabalho (oftalmologistas, oculistas, arquitectos, duas solicitadoras diferentes em portas consecutivas, etc) encontrei uma placa que aposto que se encontra ali desde os tempos da outra senhora. A escolha de palavras encontrada para anunciar o serviço praticado é simplesmente bela, directa e eficaz. E é digna de figurar entre profissões de honra praticadas no século XVIII:É sempre agradável saber que na maternidade Alfredo da Costa existe uma senhora que não gosta de dizer que é ginecologista e por isso prefere que lhe chamem médica para as doenças das senhoras.
E dedico esta foto ao Paulo Filipe que lá trabalha.

Ah, e não vale fazer piadas fáceis com o que está escrito na placa de baixo.


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Ai sim?

Os últimos dois posts falam de coisas de que gosto, este não vai ser excepção e vem confirmar a regra do “não há duas sem três”.
Vou falar do Filipe Menezes. Gosto dele, e os portugueses deviam gostar todos, nem que fosse por uma simples questão de gratidão colectiva. Já dizia o velho ditado que “rir é o melhor remédio”, e como tal os portugueses devem andar agradecidos ao senhor por fazer de Portugal um país com gente mais saudável.

Isto por causa das suas declarações do dia 10 em que afirma convictamente à SIC notícias que o Sócrates deve pedir desculpa ao país à custa da morte (mais uma) de um segurança da noite do Porto.

Eu iria ainda mais longe:

  • o senhor primeiro ministro devia pedir desculpa ao país por este ter acordado com temperaturas que nos fazem a todos repensar duas vezes o simples gesto de puxar para trás os lençóis antes de sair da cama.
  • O senhor primeiro ministro deve também pedir desculpa ao país pela falta de chuva que tem marcado este outono. É inconcebível e faz-nos ficar cada vez mais na cauda da europa.
  • O senhor primeiro ministro deve ainda pedir desculpa pelas mortes causadas na estrada por condutores em excesso de velocidade às 5 da manhã, como a daquele que espetou uma carrinha Audi contra a parede de uma casa no Algarve, deitando essa mesma parede abaixo e só por milagre não matando quem lá dentro dormia, mesmo quando as estradas possuem sinalização luminosa de 50 em 50 metros a avisar que o limite de velocidade naqueles locais é de 50 km/h.
  • O senhor primeiro ministro devia ainda pedir desculpa ao país por ser primeiro ministro de um país onde o principal líder da oposição consegue ser mais, vá lá, “castiço” agora que tenta falar com ar sério, tranquilo e consciente para as câmaras de televisão do que quando o fazia tentando passar a imagem de populista enquanto presidente da câmara de Gaia.


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