O que um gajo descobre em cds riscados…

De vez em quando tenho um daqueles acessos de nostalgia que me fazem remexer em cds antigos cheios de tralha que não lembra ao menino jesus (sim, que parece que está a chegar o natal, e por isso volta a moda de se falar do menino jesus a qualquer hora do dia).
Invariavelmente encontro nesses cds documentos do tempo de faculdade, relatórios de laboratórios de física que não me lembro de ter feito, folhas com exercícios de uma cadeira qualquer que provavelmente nunca tinham sido abertos antes, e sobretudo mp3 soltos de musiquinhas que não lembram ao diabo (se é natal e se passam o tempo a falar do menino jesus, o menino diabo também tem direito a tempo de antena).

No meio disto tudo só é chato quando tenho estes ataques de nostalgia logo pela manhã cedinho e à custa dessa brincadeira acabo por passar um dia inteiro com uma música qualquer a martelar-me na cabeça.

Hoje, para piorar a tara, ficou-me esta maravilha:

The Communards – Don´t Leave Me This Way.mp3

Sim, eu confesso que gosto desta música, podem rir à vontade ou fazer como faz a minha namorada quando eu ouço isto nalgum lado e ela está presente e me deita um olhar do tipo “deves estar a brincar”.


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Record é rei

Capa do jornal de hoje:

Grande entrevista de 5 páginas ao reforço benfiquista. A não perder.

Ah, e parece que o Nelson Évora ganhou uma medalhita, mas é preciso ter olho para descobrir a notícia.

Mas quando é que há gente suficiente para se juntar um grupo decente, entrar na sede do Record e cortar as mãos à malta que faz estas capas? É que eu até já tenho medo de imaginar a capa que vai ser publicada no dia de reis…


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Kim Carnes

Kim Carnes é a responsável por uma das músicas que mais detestava quando era miúdo. Lembro-me perfeitamente de ter uns 10 anitos e abominar qualquer rádio que ainda* passasse a Bette Davis Eyes. Na altura eu queria era ouvir AC-DC e Onda Choc.
* A música é de 1981 mas as rádios nacionais passavam-na ainda no fim da década.

E agora que já tenho idade para ter juízo não consigo ouvir este clássico sem ficar de sorriso de orelha a orelha. Não sei se realmente gosto da música ou se é apenas nostalgia, o certo é que este é um daqueles clássicos que ficam connosco. Mas o mais provável é que goste mesmo disto, o que a ser verdade começa a ser revelador de alguns sintomas que me deviam fazer ficar preocupado.

Só recentemente revi o vídeo pelo youtube… tenho uma vaga ideia de o ter visto há coisa de uma década e muito via Top+ ainda apresentado pelo Carlos Ribeiro… se não foi aí foi por algum outro programa da altura, mas sinceramente não me lembro que tenha existido mais algum. E esta introdução toda onde se vasculham as minhas memórias só serve para que saibam que vale a pena ver este vídeo por causa do último minuto onde existe uma coreografia digna de figurar nos anais da história. Combinar o som de palmas com uma série de estaladas sem fim é algo que só podia ter passado pela cabeça de quem fazia vídeos no início dos anos 80. Toda a sequência de dança que acompanha a voz rouca de Kim Carnes é digna de nota mas a parte das estaladas, senhores, é arte. Ou então não.
As vestimentas que a banda usa também me deixam desconfiado que naquela altura havia gente a experimentar umas coisas giras em quantidades industriais juntamente com o tabaco, mas o que me deixa confuso é que a música gira toda em volta de uma personagem fictícia cuja característica mais marcante eram os olhos iguais aos da Bette Davies, ou se quisermos entender assim, o olhar da Bette Davies. No entanto a personagem está representada por uma sombra e a cantora passa boa parte do clip com uns óculos de sol que fazem inveja a qualquer adepto do estilo Stevie Wonder. Hmmm….

O certo é que ninguém com mais de 20 anos desconhecerá a música. É e certamente continuará a ser um clássico para aqueles que ainda são do tempo onde se descobria música nova a ouvir rádio.


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eish!

Lembrei-me de começar a meter por cá aqueles videoclips que já não passam na TV salvo algumas excepções que vão passando pelo VH1 Classics. Mas, sendo eu um tipo que não tem grande paciência para estar a ver vídeos longos em blogs -confesso que raramente abro um videoclip num blog- não quero meter por cá qualquer coisa, terão que ser daqueles clips que nos fazem ter aquela reacção de “eish! Cum caraças!”, seja pela beleza da música, pela qualidade da produção do clip ou até -na melhor das hipóteses- pela falta de ambas.
E têm que ser daqueles clips que nos fazem ficar agarrados ao monitor com um sorriso estúpido na cara à esperinha de ver qual a próxima pérola que o artista ou a banda nos presenteia durante aqueles três minutinhos que em média duram estes vídeos.

E quem melhor para inaugurar esta categoria no blog que o grandioso Rick Astley com o seu eterno Never gonna give you up que atingiu o seu auge recentemente quando alguns dos senhores do 4chan decidiram criar há uns mesitos atrás uma coisa chamada You Got Rick Rolled que felizmente (ou infelizmente, dependendo do ponto de vista) não se tornou muito comum por sites e blogs nacionais. No entanto a mim calhou-me umas quantas vezes a fava (sim, fui rick rolled, eu admito)… vezes suficientes para que a música me tenha perseguido durante o verão por dias e noites intermináveis.

Mas, sem mais paleio, deixo-vos então com a abertura oficial desta secção do blog: as melhores músicas com os melhores clips do século XX, ou simplesmente, se não consegues parar de te sentir admirado das figuras que se faziam antigamente nos videoclips não percas isto.
Senhoras e senhores, Rick Astley:

Ah, já me esquecia de um pequeno extra -uma pérola- para quem quer saber como nasceu esta bela melodia: A história verdadeira por detrás de Rick Astley.


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