A EMoral…


Quando for grande quero ter um autocolante da EMEL no carro, que é para poder estacionar assim a carrinha enquanto ando a passar multas a quem “não está bem estacionado”.

Como se pode ver era completamente impossível estacionar normalmente. Não, o senhor da EMEL não conseguia estacionar em paralelo com o passeio tal como todos os outros. Não, o senhor da EMEL fez questão de obstruir o passeio, ligar os quatro piscas e ir inspeccionar a rua toda, estacionamento por estacionamento para poder multar quem estava indevidamente a ocupar o espaço de outros (como os spots publicitários da EMEL nas rádios fazem questão de apregoar).

Quando é que estes gajos são corridos à pedrada?

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The King is dead. Long live the King!


O delírio das massas anti-pirata, dos defensores do bom nome e bons costumes da utilização “racional” da internet, durou hoje cerca de hora e meia.lol1

Por volta do meio dia surgiram notícias em tudo quanto era meio noticioso online do fecho forçado do Pirate Bay.

Por volta das duas da tarde aquilo que se via no site do Pirate Bay era isto:

lol2

É de ler o que diz a t-shirt.

Uma mudança de servidor (e de país de alojamento do mesmo) foi o suficiente para contornar a situação e ter um downtime de menos de duas horas (e por culpa de umas ligações não testadas).

Derrota atrás de derrota as associações do estila MPAA e afins parecem não conseguir perceber a mensagem. Parecem também não conseguir perceber que estes sites não alojam os ficheiros, apenas os “indexam”, ou seja, indicam aos utilizadores que outros utilizadores têm disponível para partilha o que se pretende ver/ouvir/ler/jogar.

E enquanto pedirem 20€ por um CD de música, 20€ por um livro, 60€ por um jogo, com 90% (ou em alguns casos, mais ainda)  da margem de lucro a ir direitinho para os bolsos das editoras e distribuidoras em vez de ir para os artistas, então meus senhores, bem que podem esperar sentados pelo fim da pirataria.

Na cena musical já começa a haver alguma consciencialização do caminho a seguir: algumas bandas começam a optar por disponibilizar os seus CDs online, à borla, simplesmente com a possibilidade de o ouvinte doar o que entende que o àlbum vale. Foi assim que os Radiohead fizeram com o seu último disco e conseguiram seu maior lucro desde a formação da banda.

Uns são inteligentes, outros teimam em ser parvos.

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Anonimato público


Esta notícia do JN deixa-me um bocado confuso.

Screenshot

Então o homem pede anonimato ao JN e o jornal publica o nome, idade, localidade de residência, marca e modelo do carro, conteúdo da mesinha de cabeceira e idade do filho? A meu ver este tipo de interpretação do termo anonimato está incompleto por parte do jornalista e da redacção: faltam ainda o registo criminal, resultados das análises sanguíneas, ficha dentária e código do Visa.

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Olé!


Não sei com o que é que me rio mais: com o circo das eleições do Benfica ou com o circo da Assembleia da República que contratou o Manelito de Portugal para ser toureado pela oposição para divertimento das bancadas parlamentares.

Olé

Imagem retirada do Expresso

Segundo A Bola conseguiu apurar já existem negociações com Pedrito de Portugal para um contrato de 4 anos. A Assembleia da República está disposta a oferecer um salário de 450 mil euros mensais de forma a conter as erupções de Manuel Pinho.

O Grupo de Forcados Amadores de Cascais também que já tinha sido contactado pelo PSD com vista à contratação do seu rabejador de forma a reforçar o plantel da comitiva da candidatura de Santana Lopes à Câmara de Lisboa, confirmou à CMVM o início de negociações relâmpago com o PS com vista à transferência do seu forcado.

Entretanto já foi confirmada a realização do próximo conselho de ministros na Praça de Touros Monumental em Barcelona,  medida que segundo Pinho servirá de divulgação da cultura nacional.

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Is it a bird? Is it a plane? It’s Dubya’s ducking!


Agora que o final do ano se aproxima, e com ele os inevitáveis posts de “música do ano/álbum do ano/gaja nua do ano/discurso do ano/momento do ano”, eu antecipo-me e aproveito para postar já o “arremesso de sapato do ano” antes que seja tarde:
.
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Que raios


É como disse antes: quando tenho vontade de escrever cá é quando não posso. Uma mudança de armas e bagagens para outras paragens e viver (para já) sem uma ligação à net dá nisto… Tenho mesmo que me decidir por um ISP rapidamente.


Ah, entretanto ninguém morreu por causa disto. Não surgiram buracos negros capazes de engolir a terra, o universo continua igual. Mais uma vez os palermas das conspirações e arautos da desgraça que passaram meses a invadir blogs e a criar páginas contra o avanço da ciência calaram-se repentinamente.

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Jogos Lolímpicos


Estes Jogos Olímpicos, em especial a representação portuguesa, têm sido dignas de um país que pára para seguir as novelas entre o Luís Filipneus Vieira, o Pinto Rei e a senhora dona Carolina Pulitzer Salgado.
E não falo propriamente das provas que os nossos atletas lá andam a fazer. Essas, melhores ou piores, só são feitas por quem conseguiu por mérito próprio lá chegar. Falo antes das expectativas criadas antes das provas, das típicas desilusões do povo português durante as mesmas e das barbaridades que são escritas/ditas depois.

As expectativas criadas antes dos jogos começarem são sempre de que temos os melhores atletas do mundo. Na verdade ninguém sabe muito bem em quê, porque aqui vê-se futebol e chega, mas ouve-se falar que no Judo, no Atletismo, no tiro ao alvo e nos matraquilhos olímpicos temos dos melhores do mundo. Na verdade ninguém acompanhou minimamente durante 4 anos o que esses supostos melhores do mundo foram fazendo em provas nacionais ou internacionais, mas isso que interessa? Temos alguns dos melhores do mundo.

Durante os dias das provas vão-se lendo algumas declarações de atletas que se sentem motivados e que acreditam que podem dar algumas alegrias ao povo. E de repente meio Portugal torna-se especialista no triplo salto, no salto em comprimento, na vela, no judo e no badminton feminino se for preciso.

Depois vem o pior: atletas que se esforçam mas a quem as coisas não correm bem (como a Naide Gomes); atletas que se esforçam mas que enfrentam competição mais forte ou pelo menos do mesmo nível e onde um ínfimo detalhe impossível de prever pode ditar a diferença entre um 9º e um 3º lugar (como o João Pina a quem custou ouvir a voz a tremer após o último combate); atletas que se esforçam e que não aceitam a derrota sem atribuir culpas a terceiros, com ou sem razão; atletas que dizem semelhantes barbaridades após as provas que nos fazem duvidar se ao menos tentaram e atletas que depois de perceber que não chegam às medalhas (ou pior) acham que meter férias antecipadas e até nem é má ideia.
E é claro que com coisas assim há justos que pagam pelos pecadores. O chefão do Comité Olímpico Português vem reclamar com os atletas que dizem aos jornais, rádios e tvs que preferem estar “na caminha” na hora da competição ou que não vão participar na prova X ou Y porque a competição é muito forte e sendo assim não vão lá fazer nada (pelos vistos essa até voltou atrás com o que disse porque está agora mesmo a correr). No lugar dele eu não fazia essas declarações. Mais facilmente eu iria ter com o atleta em questão e pedia-lhe para repetir o que disse. No caso de ele confirmar o que veio nos jornais, então a coisa ficava mais fácil: pagar bilhete de volta para casa e pedir de volta o dinheirinho que o COP lhe andou a dar durante uns tempos para que ele pudesse ir ao jogos. Ah, e para a próxima que arranjasse um part-time que lhe pagasse a viagem e a estadia no caso de conseguir os mínimos para os jogos de 2012.

Depois há, como disse mais atrás, os justos a pagar pelos pecadores. O caso do Gustavo Lima que ficou a um mísero ponto das medalhas é brutal. Quem não leu,ouviu que leia/ouça as suas declarações logo após a prova para perceber o que lhe ia na alma. Quem passa 6 a 8 horas por dia a treinar um desporto quase sempre sozinho, quase sem concorrência em Portugal, não merece ouvir qualquer crítica por conseguir um belo 4º lugar.

Mas o que mais me impressiona não são as declarações dos atletas, do presidente do COP ou do Saakashvili. O que mais me impressiona é ouvir o que o povão pensa. É chegar ao Público online ir à zona de comentários e ficar a pensar que se vive num país habitado na sua maioria por atrasados mentais, é ir ao JN online e reforçar a ideia, é percorrer fóruns e ficar sem reacção. É ver gente a comentar as notícias sobre a Naide Gomes dizendo coisas como

Já basta de brincar com o dinheiro dos meus impostos!

ou

naide o teu segundo salto, se não foi brincadeira chamas-lhe o quê?

Comentários destes são aos magotes e nos cafés não faltam os comentários de que “já se sabia que ia ser uma desilusão“. Cada um de nós é mais especialista que o outro, dia após dia, competição após competição.

Ah, e já me esquecia, também cheguei a ler no Público um comentário de alguém que, num momento de rara beleza, conseguia culpar o Sócrates pela falta de medalhas para Portugal.

Resumindo em meia dúzia de linhas a cronologia destes jogos lolímpicos:

  1. “Somos os melhores do mundo em tudo!”
  2. “Somos os melhores do mundo em tudo, mas não temos meios para treinar tanto nem tão bem como os outros.”
  3. “Temos alguns gajos que podem chegar às medalhas.”
  4. “Vamos lá ver se se consegue alguma coisa, nem que seja uma prata, porque estes gajos parece que vão para ali brincar.”
  5. “Parem de brincar com os meus impostos”.
  6. “PA-LHA-ÇOS! PA-LHA-ÇOS! DEVIAS ERA ESTAR NAS OBRAS EM VEZ NOS CHULAR!”

Belo. Então se o Nélson Évora não conseguir pelo menos o bronze vai ser o bom e o bonito…

Enquanto isso, porque é que não aproveitam para ver um bocadinho de espírito olímpico, uma pequena cena tirada dos jogos de 92 onde o ex-campeão mundial dos 4×400m, Derek Redmond, teve direito a uma ovação de todo o público, em pé, independentemente do resultado conseguido:

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Eterno


George Carlin

        

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=MeSSwKffj9o&hl=en]

É favor rir com este senhor, talvez o melhor cómico de sempre. certamente o melhor stand-up comedian da história. É a melhor homenagem que lhe pode ser prestada hoje, no dia da sua morte.

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Claustrofobia a menos.


Eu já tive medo de andar de elevador. Era daqueles tipos que preferia subir e descer 10 andares a pé só para evitar andar num elevador. Felizmente que tudo se cura e morar durante uns anitos num prédio cujo elevador avariava umas três vezes por dia foi remédio santo e já não tenho medo daquela caixa de metal presa por dois cabos que anda para cima e para baixo (e como nesse tal prédio onde vivi, também era capaz de andar para os lados se alguém se mexesse lá dentro).

Mas há quem tenha tido pior sorte. Há quem tenha passado um fim de semana inteiro preso e só com três cigarros no bolso.

O desgraçado de nome Nicholas White só queria fazer uma pausa para cigarro no trabalho (manager de produção) que levava às 11 da noite de uma sexta-feira no 43º andar do edifício McGraw-Hill e para isso foi à rua. Quando acabou a pausa entrou num dos elevadores de carga e lá carregou no 43. Mal começou a viagem as luzes “piscaram” por uma falha eléctrica no edifício e o elevador parou. Imediatamente Nicholas decidiu carregar em todos os botões do painel e do intercomunicador, mas nem o bicho se mexia nem alguém lhe respondia. Ligou o alarme e sentou-se à espera que por obra e graça do espírito santo o elevador desse sinal de vida ou que alguém ouvisse o alarme. Nada.

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Imagem: NY real estate 

Umas quantas horas depois lá se decidiu a desligar o alarme por causa das alucinações que já começava a ter. Também decidiu que não fumava nenhum cigarrinho dos três que ainda trazia não fosse pegar fogo à alcatifa do chão daquilo. Tentou abrir a porta à força e encontrou uma bela parede de betão à sua frente. Não havia outra hipótese senão esperar.

E esperou. Até que às 4 da tarde de Domingo ouviu uma voz “Está aí alguém dentro?”.

Mas a história não acaba aqui. Decidido a ser compensado pelo que passou, Nicholas foi para tribunal pedir uma quantia jeitosa que o compensasse. Pediu 25 milhões de dólares e recebeu muito menos, a quantia nunca foi revelada mas falaram-se em algumas centenas de milhar. Recusou-se a continuar a trabalhar, meteu-se nos copos, gastou o que tinha e o que não tinha, perdeu o apartamento e está desempregado.

Moral da história: nunca fazer pausas para cigarro.

 

E se não acreditam na história podem sempre confirmar que afinal é mesmo verdadeira através do vídeo em fast motion que está no youtube e onde se passam as quarenta e uma horas em poucos minutos.

Fonte: New Yorker.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=1gXcTUF8zCI]
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A pesca é mais segura.


Temos artista. É para ver até ao fim, se faz favor. Mas mesmo até ao fim, se faz favor.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=QycF9WHfFYI&hl=en]

(Sim, estão de volta os posts para encher chouriço só com uma piada fácil e um vídeo do youtube. Oh júbilo, oh Hossana nas alturas.)

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