Também posso ter opinião sobre o Irão ou tenho que ir com a moda?

Correndo seriamente o risco de ser mal interpretado, custa-me ver toda esta onda de revolta anti-Ahmedinejad transformada em pouco mais do que uma moda.
Todo o apoio incondicional a Musavi, o novo Obama do médio oriente, deve-se especificamente a quê?
Também partilho da ideia de que Ahmedinejad é -nas sábias palavras citadas pelo Marco no Bitaites- um filho da puta, mas a onda mundial de apoio a Musavi garante que este também não o seja?

Bem mais do que isso, o que me realmente me chateia nisto tudo é que temos diariamente uma enxurrada de notícias acerca da fraude eleitoral que ocorreu há pouco mais de uma semana, mas não vi uma, uma única notícia, que explicite como e onde decorreu essa fraude. Fala-se e escreve-se diariamente da manipulação eleitoral mas ainda ninguém me foi capaz de dizer como e onde foi feita. E atenção: não digo que não tenha existido. Aliás, pouco ou nada me surpreenderia, mas daí a ter-se criado este novo mito ocidental que o Musavi é o pobre coitadinho lá da zona e que ajuda muito o povo do Irão ter a foto a verde no Twitter*, eh pá, não me lixem.

É claro que as imagens da morte de Neda, a mulher Iraniana baleada, me chocam tanto como a qualquer outra pessoa. É uma imagem que não pode deixar ninguém indiferente. Agora vão fazer dela o símbolo da revolução. Vão-se seguir as t-shirts, os posters, os grafitis. E tudo sem conhecer verdadeiramente as convicções e crenças da mulher. Mas isso não interessa para nada, porque o Musavi é que é, o Ahmedinejad é que é o inimigo público número 1, assim como o era Bush que se tivesse matado uma mosca em frente às câmaras seria gozado incessantemente por todo o mundo, mas como foi o porreiraço do Obama não há crise e só mostra como o tipo é um gajo à maneira.

Assim como me lembro do muito que já li acerca do El Mercúrio no final dos anos 60 e início dos anos 70, dos muitos milhões que foram injectados por Kissinger e companhia na comunicação social chilena para minar (literalmente) uma parte da população contra Allende, assim como me lembro das palavras de Colin Powell quando se referiu à forma de os EUA usarem hoje formas diferentes de manipulação política e social (e que se aplica ao resto dos países ocidentais com interesses em determinadas zonas do globo), é também assim que me abstenho de pertencer à população indignada que twitta e bloga contra a re-eleição do Ahmedinejad sem tentar pelo menos perceber o que raio se passa realmente naquela zona.

*A propósito desta moda do twitter a qual recentemente decidi experimentar para tentar perceber o porquê de tamanho sucesso, acho piada aos movimentos que lá se criam. Quais mails correntes qual quê, o que interessa agora é fazer parte de correntes twitter, essa mágica ferramenta capaz de mudar o mundo. E se queres realmente mudar qualquer coisa, então muda a foto que lá tens para uma em tons todos verdes para demonstrares o quão importante o Irão é para ti. Ah, e como ironizou o José de Pina (cá está um twitter que vale a pena seguir): “Não esquecer de fazer unfollow do Khamenei. Esse é que vai ser o fim dele“.

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Fedora 11

Hmmm… ext4 por default, uma série de novidades engraçadas que se podem ler nas release notes.

Cheira-me que vou ter que arranjar uns 20 gigas algures no disco para instalar este brinquedo. Tenho que admitir que o Ubuntu me anda a irritar/desiludir com a quantidade de mariquices que são introduzidas versão após versão e que começam a fazer dele um papa recursos. A ver vamos se este Fedora é tão bom como promete e se, principalmente, noto mais “leveza” no sistema.

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2010 ainda está longe…

Mas já tenho a primeira resolução para o ano novo. A minha Peugeot a diesel de 92 está bem conservada mas não vai durar para sempre. O pára-arranca diário entre as Amoreiras e a recta dos Cabos d’Ávila também não ajuda em nada às contas do consumo médio.

Desde há alguns anos para cá que tenho dito que a comprar um carro teria que ser um híbrido ou um eléctrico puro, mas verdade seja dita: os que existem não são propriamente carros pequenos e bonitos. O Prius até é uma bela opção, mas é grande e feio. O novo Honda híbrido idem aspas (parecem gémeos).

visuel-homeEu sei que é um bocado ridículo colocar a estética do carro acima das suas funcionalidades, mas a verdade é que o que um amigo me disse no fim de semana anterior faz todo o sentido: “se vou comprar um carro para andar todos os dias, não me apetece olhar para ele de manhã e detestar.”

Até que hoje vi as fotos do novo Bluecar desenhado pelos estúdios de Pininfarina. O “bicho” é bonito, pequenino, totalmente eléctrico com baterias de nova geração LMP capazes de aguentar 200 000 kms sem precisar de troca, tem uma autonomia mais que suficiente para a vida na cidade (250kms a uma velocidade média de 50kmh), carrega-se através dos painéis fotovoltaicos colocados no tejadilho ou através de uma simples tomada eléctrica (ou seja, por cada 100kms paga-se menos do que 1€).

Se aguentar uma viagem Lisboa-Porto sem necessidade de se parar para recarregar numa tomada as baterias, ou melhor, se os painéis forem capazes de ir carregando rápido o suficiente para evitar uma paragem forçada numa estação de serviço, então está tomada a decisão: Há que começar a poupar os trocos porque está dado o primeiro passo para a introdução em massa dos carros eléctricos.

pininfarina--bollore-b0O que me parece que virá a ser um problema é a projecção das vendas. Serão produzidos apenas 10000 carros em 2010, 20000 em 2011 até aos 60000 em 2016, e a julgar pelas reacções ao lançamento oficial do carro e que se podem encontrar um pouco por todo o lado na blogosfera, será pouco carro para a procura. Mas isso logo se verá.

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Há aí lugar para mais um?

A F1, se é que ainda se pode chamar F1 àquele desporto, anda uma bagunça. É no que dá ter dois tipos como o Mosley e o Ecclestone à tomar decisões. E a procissão ainda vai no adro visto que para o ano querem fazer daquilo um campeonato de carrinhos de rolamentos.

Por mim, que já não acordo de madrugada para ver corridas e até me esqueço delas como já aconteceu este ano, tanto me faz.

Mas que isto é uma foto brutal, lá isso é. E que só podia ter sido tirada no Mónaco, isso só.monaco

Foto: BBCSports

Roxette – Sleeping in my car

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Eu não gosto de Hip Hop ou R&B. Mas…

À custa do bombardeamento de anúncios “Where amazing happens que acontece a cada timeout ou intervalo de jogo na NBA, levei com tamanha lavagem cerebral que dei por mim a cantar a Amazing de Kanye West durante os últimos dias.

O pior de tudo é que me parece que até estou realmente a gostar da música.

E como os Orlando lá foram a Boston, ao mítico Garden arrear uma carga de lenha brutal aos Celtics em pleno jogo 7 das meias finais de conferência, e eu até ando bem disposto por causa disso, tomem lá:

D12

Dwight Howard sem dó nem piedade para com o Glen “Big Baby” Davis – Foto: Yahoo Sports

Kanye West – Amazing

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Mourinho redux

Desde há algum tempo para cá tinha vindo a ficar com a ideia de que o Mourinho andava a ficar acomodado a só ganhar campeonatos. Talvez uma taçazita aqui ou ali pelo meio, mas parecia-me que andava a perder aquele swag, como dizem em desportos americanos, ou simplesmente a capacidade de ser impossível de aturar para os adversários.

Depois vi este vídeo e percebi que o homem ainda é o maior, nem que seja a feijões.

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É para rir?

ricardocostaliga

Lisandro Lopez foi suspenso pela Comissão Disciplinar da Liga com um jogo de castigo, por simulação no lance do penalty de que resultou o golo do F.C. Porto no clássico frente ao Benfica de 8 de Fevereiro passado.

A decisão foi divulgada esta quarta-feira e o avançado do F.C. Porto, penalizado por causa do lance que envolveu Yebda, terá ainda de pagar 750 euros de multa. No comunicado, a CD refere um processo «instaurado oficiosamente dois dias depois» do clássico e explica que o jogador foi sancionado devido a um «comportamento grave», no caso «simulação evidente de grande penalidade que provoca decisão errada da equipa de arbitragem».

Fonte: MaisFutebol

Eu sei que é dia das mentiras, mas a notícia é verdadeira. O despacho da liga até pode ser encontrado na página da mesma.

É curioso que no mesmo jogo o Lucho sofre um penalty quando o jogo está 0-0 (a meio da primeira parte) com o árbitro a meio metro do lance e o apito ficou no bolso.

É curioso que, para a Liga, o Lisandro tenha sido o primeiro jogador, ao fim de 22 jornadas, a simular um penalty.

É que só pode ser para rir.

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Adenda:

Bom texto do Luís Sobral sobre o assunto:

Não sendo um lance óbvio (o jogador não reconheceu a simulação, por exemplo, e é um facto que existe um braço de Yebda no corpo do avançado do F.C. Porto), a análise da Comissão Disciplinar da Liga é injusta e grave.

A interpretação que faz dos regulamentos é desproporcionada.

Neste caso, Pedro Proença estava em excelentes condições para avaliar e foi o que fez. Enganou-se? Sim, mas em muitas ocasiões já foram assinaladas grandes penalidades por menos. E em outras já deixaram de ser marcados «penalties» evidentes. Faz parte.

A CD partiu da confissão do erro, assinada pelo árbitro, para punir o jogador. Mas não o fez em dezenas de outras situações semelhantes, ao longo da temporada. Isso não se compreende e logo não se pode aceitar.

Se Pedro Proença considera ter cometido um erro, cabe à Comissão de Arbitragem da Liga puni-lo. E terminar aí.

A queda de Lisandro é igual a centenas de outras que ocorreram ao longo da época. Umas resultaram em grande penalidade. Outras, fora da área, em cartões amarelos injustos ou até mesmo vermelhos. Também muitas entradas duras ficaram por analisar de forma correcta, mantendo-se os autores de faltas bárbaras em campo, fim-de-semana após fim-de-semana.

Melhor ainda o texto do Jorge Maia:

Para lá das dúvidas sobre a especialização da Comissão Disciplinar da Liga em física e motricidade humana que o acórdão divulgado ontem levanta, a primeira questão que qualquer espectador de futebol mais ou menos atento coloca perante o inédito castigo aplicado a Lisandro López, por alegada simulação de grande penalidade no jogo com o Benfica, é se este terá sido o primeiro penálti simulado por um jogador de futebol nos últimos dois anos. Afinal, a Justiça a sério deve ser igual para todos. Ora, os regulamentos que punem as simulações foram aprovados antes do início da época 2007/08. Desde então foram assinaladas nada menos que 90 grandes penalidades no campeonato e esta é a primeira vez que os regulamentos são aplicados o que nos deixa duas conclusões possíveis: ou Lisandro foi o primeiro jogador a conseguir simular uma grande penalidade com sucesso nos últimos dois anos, hipótese desmentida pelas sucessivas demonstrações de qualidade dos nossos queridos árbitros, mas também pela memória de vários lances, incluindo o da grande penalidade arrancada por Di María frente ao Braga, para citar apenas um exemplo mais ou menos recente; ou a Comissão Disciplinar da Liga só vê e, o que é pior, só ouve e só actua quando lhe apetece. E, normalmente, apetece-lhe quando o campeonato se começa a resolver…

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