Arquivo de June, 2009

Coffee Brake


É de aproveitar que a noite está calminha (e aqui o Nuno está a fazer a maior parte do trabalho) para satisfazer os pedidos do Arlindo (z8 nos comentários) e meter aqui alguma coisa que regale a vista e faça com que o Nuno não se importe de eu andar aqui de volta dos plugins do wordpress.

E não me lixes pá, isto é melhor que um screenshot do Debian.

Alicia Witt

Alicia Witt


Arquivo de June, 2009

O espectacular mundo animal


Não me deixo de surpreender com as buscas que levam algumas pessoas a parar neste blog.

CapturaEcra


Arquivo de June, 2009

Também posso ter opinião sobre o Irão ou tenho que ir com a moda?


Correndo seriamente o risco de ser mal interpretado, custa-me ver toda esta onda de revolta anti-Ahmedinejad transformada em pouco mais do que uma moda.
Todo o apoio incondicional a Musavi, o novo Obama do médio oriente, deve-se especificamente a quê?
Também partilho da ideia de que Ahmedinejad é -nas sábias palavras citadas pelo Marco no Bitaites- um filho da puta, mas a onda mundial de apoio a Musavi garante que este também não o seja?

Bem mais do que isso, o que me realmente me chateia nisto tudo é que temos diariamente uma enxurrada de notícias acerca da fraude eleitoral que ocorreu há pouco mais de uma semana, mas não vi uma, uma única notícia, que explicite como e onde decorreu essa fraude. Fala-se e escreve-se diariamente da manipulação eleitoral mas ainda ninguém me foi capaz de dizer como e onde foi feita. E atenção: não digo que não tenha existido. Aliás, pouco ou nada me surpreenderia, mas daí a ter-se criado este novo mito ocidental que o Musavi é o pobre coitadinho lá da zona e que ajuda muito o povo do Irão ter a foto a verde no Twitter*, eh pá, não me lixem.

É claro que as imagens da morte de Neda, a mulher Iraniana baleada, me chocam tanto como a qualquer outra pessoa. É uma imagem que não pode deixar ninguém indiferente. Agora vão fazer dela o símbolo da revolução. Vão-se seguir as t-shirts, os posters, os grafitis. E tudo sem conhecer verdadeiramente as convicções e crenças da mulher. Mas isso não interessa para nada, porque o Musavi é que é, o Ahmedinejad é que é o inimigo público número 1, assim como o era Bush que se tivesse matado uma mosca em frente às câmaras seria gozado incessantemente por todo o mundo, mas como foi o porreiraço do Obama não há crise e só mostra como o tipo é um gajo à maneira.

Assim como me lembro do muito que já li acerca do El Mercúrio no final dos anos 60 e início dos anos 70, dos muitos milhões que foram injectados por Kissinger e companhia na comunicação social chilena para minar (literalmente) uma parte da população contra Allende, assim como me lembro das palavras de Colin Powell quando se referiu à forma de os EUA usarem hoje formas diferentes de manipulação política e social (e que se aplica ao resto dos países ocidentais com interesses em determinadas zonas do globo), é também assim que me abstenho de pertencer à população indignada que twitta e bloga contra a re-eleição do Ahmedinejad sem tentar pelo menos perceber o que raio se passa realmente naquela zona.

*A propósito desta moda do twitter a qual recentemente decidi experimentar para tentar perceber o porquê de tamanho sucesso, acho piada aos movimentos que lá se criam. Quais mails correntes qual quê, o que interessa agora é fazer parte de correntes twitter, essa mágica ferramenta capaz de mudar o mundo. E se queres realmente mudar qualquer coisa, então muda a foto que lá tens para uma em tons todos verdes para demonstrares o quão importante o Irão é para ti. Ah, e como ironizou o José de Pina (cá está um twitter que vale a pena seguir): “Não esquecer de fazer unfollow do Khamenei. Esse é que vai ser o fim dele“.


Arquivo de June, 2009

Já não se fazem mosquitos como dantes


Sabemos que estamos perante um mosquito 2.0 quando ele nos pousa no ecrã e o conseguimos fazer sair de lá com movimentos do rato.


Arquivo de June, 2009

Fedora 11


Hmmm… ext4 por default, uma série de novidades engraçadas que se podem ler nas release notes.

Cheira-me que vou ter que arranjar uns 20 gigas algures no disco para instalar este brinquedo. Tenho que admitir que o Ubuntu me anda a irritar/desiludir com a quantidade de mariquices que são introduzidas versão após versão e que começam a fazer dele um papa recursos. A ver vamos se este Fedora é tão bom como promete e se, principalmente, noto mais “leveza” no sistema.


Arquivo de June, 2009

2010 ainda está longe…


Mas já tenho a primeira resolução para o ano novo. A minha Peugeot a diesel de 92 está bem conservada mas não vai durar para sempre. O pára-arranca diário entre as Amoreiras e a recta dos Cabos d’Ávila também não ajuda em nada às contas do consumo médio.

Desde há alguns anos para cá que tenho dito que a comprar um carro teria que ser um híbrido ou um eléctrico puro, mas verdade seja dita: os que existem não são propriamente carros pequenos e bonitos. O Prius até é uma bela opção, mas é grande e feio. O novo Honda híbrido idem aspas (parecem gémeos).

visuel-homeEu sei que é um bocado ridículo colocar a estética do carro acima das suas funcionalidades, mas a verdade é que o que um amigo me disse no fim de semana anterior faz todo o sentido: “se vou comprar um carro para andar todos os dias, não me apetece olhar para ele de manhã e detestar.”

Até que hoje vi as fotos do novo Bluecar desenhado pelos estúdios de Pininfarina. O “bicho” é bonito, pequenino, totalmente eléctrico com baterias de nova geração LMP capazes de aguentar 200 000 kms sem precisar de troca, tem uma autonomia mais que suficiente para a vida na cidade (250kms a uma velocidade média de 50kmh), carrega-se através dos painéis fotovoltaicos colocados no tejadilho ou através de uma simples tomada eléctrica (ou seja, por cada 100kms paga-se menos do que 1€).

Se aguentar uma viagem Lisboa-Porto sem necessidade de se parar para recarregar numa tomada as baterias, ou melhor, se os painéis forem capazes de ir carregando rápido o suficiente para evitar uma paragem forçada numa estação de serviço, então está tomada a decisão: Há que começar a poupar os trocos porque está dado o primeiro passo para a introdução em massa dos carros eléctricos.

pininfarina--bollore-b0O que me parece que virá a ser um problema é a projecção das vendas. Serão produzidos apenas 10000 carros em 2010, 20000 em 2011 até aos 60000 em 2016, e a julgar pelas reacções ao lançamento oficial do carro e que se podem encontrar um pouco por todo o lado na blogosfera, será pouco carro para a procura. Mas isso logo se verá.

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