Só porque estou bem disposto e me apetece entrar no fim de semana com música a sério.
Arquivos mensais: Janeiro 2008
É quase um mês de atraso, mas não há-de ser nada.
Penicheiro por duas noites
A cidade é catita, bonita até embora algo suja, tem aquela pinta indisfarçável de cidade piscatória, não dispensa a existência de azulejos com motivos relacionados com o mar por cima de todas as portas das casas mais pequenas e mais juntas à praia, está repleta de pequenas residenciais e tem o taxista mais simpático e impecável de que tenho memória, ou não tivesse ele metido José Malhoa aos berros para se cantar enquanto se fazia a viagem para a praia às 2 e tal da manhã.
E como em qualquer cidade portuguesa que se preze encontram-se algumas pérolas tipicamente nacionais. Ainda pensei falar aqui do restaurante chinês Leão d’Oiro que afinal era loja dos 300 e que tinha um alpendre completamente aberto mas onde estavam duas belas portas de vidro do lado direito fechadas à chave não fossem os bandidos pensar em entrar pela porta da frente já que entrar pelas “janelas” é coisa para gente maluquinha.
Mas prefiro destacar uma oferta de serviços que me deixou maravilhado. Numa rotunda repleta de escritórios de edifícios de trabalho (oftalmologistas, oculistas, arquitectos, duas solicitadoras diferentes em portas consecutivas, etc) encontrei uma placa que aposto que se encontra ali desde os tempos da outra senhora. A escolha de palavras encontrada para anunciar o serviço praticado é simplesmente bela, directa e eficaz. E é digna de figurar entre profissões de honra praticadas no século XVIII:
É sempre agradável saber que na maternidade Alfredo da Costa existe uma senhora que não gosta de dizer que é ginecologista e por isso prefere que lhe chamem médica para as doenças das senhoras.
E dedico esta foto ao Paulo Filipe que lá trabalha.
Ah, e não vale fazer piadas fáceis com o que está escrito na placa de baixo.
Primeira resolução para 2008
É que não podia começar o ano com uma piada mais deprimente, pois não?

