E fez-se luz, mas eu não pago a conta.

Estamos em crise, vamos fazer poupança energética, vamos ser responsáveis, usem lâmpadas de elevada eficiência, desliguem sempre todas as luzes que não estão a ser usadas, nunca deixem a televisão ou o ecrã do computador só em standby, etc e tal. Aproveitem e passem nos Aliados onde está uma coisinha ao alto que só está enfeitada com 2,4 milhões de micro lâmpadas, 13 mil lâmpadas redondas e 500 metros de néon. Mas é Natal, que se lixe. Para o ano começamos a poupar outra vez.
O que vale é que é o BCP a patrocinar e eu não tenho conta em nenhum dos seus balcões, mas tenho pena de quem tem.


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I like dunking on people.

Se há duas coisas que a Electronic Arts consegue fazer com regularidade ao seu NBA Live elas são:
  1. Arruinar a jogabilidade e adicionar bugs absurdos a cada ano que passa. Não, senhores da EA, não são os postes de cada equipa que têm médias de 8 assistências por jogo. Esses são os bases.
  2. Ter a melhor banda sonora de todos os jogos de desporto, ano após ano.

É certo que sendo um jogo direccionado para o mercado americano o hip-hop abunda, e eu não gosto de hip-hop. No entanto todos os anos surgem algumas pérolas dos mais variados estilos.
Este ano, para além da música dos Hives que está uns dois posts abaixo deste, existem ainda pequenas maravilhas como as 3 que vos deixo a seguir:

Datarock – Fa-Fa-Fa
Kid Beyond – Mothership
Mark Ronson – Toxic


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Os Áives

Tal como com todos os outros álbuns dos Hives não sou capaz de ouvir 40 minutos seguidos de guitarradas estridentes. Os Hives são para mim daquelas bandas que se ouvem quando se tem a playlist de todos os nossos mp3 em shuffle.
E com este último “Black and white album” volta a acontecer-me o mesmo: não consigo ouvir tudo de seguida sem ficar completamente farto de tanto berro agudo.
Não quero com isto dizer que não gosto dos The Hives, não é nada disso. E prova disso é a quantidade de vezes que já ouvi esta “well allright”.


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Second Life? LOLife

Faz-me uma certa confusão ler acerca do Second Life como o novo oásis da web, como o porto de abrigo para quem se quer reconhecer internauta.
Eu mal tenho tempo para uma vida que não me passa pela cabeça arranjar uma segunda, ainda para mais a feijões. Mas tudo bem, há quem tenha tempo, invejo-os.
Mas mete-me confusão ver artigos semanais em jornais de tiragem nacional, artigos com honras de pertencer às crónicas sobre a web, em que se descreve a bela arte de desperdiçar horas a brincar ao faz de conta e sobretudo como essas horas são sinónimo de evolução, de visão de futuro, de adaptação à realidade do século XXI e onde os “avatares” como gostam de lhes chamar são a representação de um indivíduo.
Não me quilhem, não são.

Nunca andei pelo second life, nem sequer tenho conta naquilo, mas cheguei a ter curiosidade em entrar no Habbo (aquela coisa que funciona como um hotel onde as pessoas andam pelos corredores a perguntar à boa moda do velhinho IRC, “a/s/l ?”). Acho que se estive lá meia hora foi muito.
Volto a dizer que não conheço o second life, mas posso dizer que conheço o tipo de personagens que lá habita. O mesmo tipo de personagens capazes de passar 12 horas por dia em frente ao pc a perseguir monstros enquanto, por chat, vão confraternizando e fazendo amizades com alguém que associam a um cavaleiro de armadura de resistência de nível 20, montado num cavalo com asas e que cospe ácido.

Agora pergunto eu: qual é o objectivo? Ter uma segunda vida onde se pode ser aquilo que queremos ser e não aquilo que na realidade somos? Ena! Portanto, vamos mesmo todos acreditar que aquele boneco com um belo par de mamas e rabo perfeitamente moldado em forma de meia lua é capaz de nos satisfazer. Vamos todos acreditar que se no second life alguém anda num carrinho todo pipi esse alguém é portanto uma pessoa de respeitável posição social. Sim, vamos todos acreditar.

Em vez disso dou uma sugestão: largar essa treta e aproveitar o tempo que se ganha. Digo eu, na minha visão tacanha e mesquinha -ou pelo menos assim dizem esses maravilhosos colunistas da tiragem nacional que se fartam de criticar quem não vê no second life a oportunidade de construir um mundo melhor- que era capaz de ser tempo melhor aproveitado, nem que fosse para pegar num livro, ouvir um cd sentadinho no sofá a relaxar ou ir ao café onde estão pessoas de carne e osso que não te dizem “brb” quando querem ir mijar.

E eu adoro perder tempo na net quando o consigo arranjar. Se se ganhasse dinheiro por cada inutilidade que se descobre em sites e blogues que não lembram ao diabo já era milionário. Absorvo informação a partir da net, participo em fóruns de discussão variados desde desporto a conversa da treta, participo/jogo em fantasy leagues de basquetebol americano, jogo em simuladores de gestão de equipas F1 online, tenho um blogue, farto-me de ver vídeos no youtube e afins e à custa disso deito-me às tantas e de manhã ando sempre de olheiras mas para além de saber que isso não faz de mim um gajo mais “século XXI” nem mais culto em linguagem binário também não ando a escrever por aí que quem não o faz é porque não tem visão de futuro.

Isto tudo para dizer que me fartei de rir quando vi esta notícia:

Que culpa tem o puto de existir gente capaz de gastar dinheiro real para ter neste tipo de tretas. Móveis imaginários mais bonitos que o gajo do computador ao lado e pagos com dinheiro real? Era dar-lhe uma palmadinha nas costas do puto, um piscar de olho e dizer-lhe que merecia uma estátua por andar a gozar com tansos.

Por fim, e para quem arranjar uns minutos e tiver vontade de lêr uma pérola em inglês, dêem um saltinho aqui e vejam o que um dos meninos que faz os cartoons Cyanide and Hapiness escreve acerca da sua viagem ao mundo do Habbo, onde andou a recrutar pessoal para fazer umas violações online. Vale a pena.


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A brincar, a brincar

Agosto de 1991. Michael Schumacher foi o mais rápido na sessão de testes de hoje em Barcelona. O jovem piloto alemão surpreendeu tudo e todos ao bater todos os “velhos lobos” da F1, cotando-se como o mais rápido em pista na sessão de testes que decorreu hoje no Circuito da Catalunha.

Podia ter sido assim, mas não foi! Contudo, nas palavras pouco muda! A data é actual, dezasseis anos mais tarde da “acção” fictícia, e não se pode falar em surpresa, muito menos um jovem piloto a bater “velhos lobos”. Foi precisamente o contrário!

Na verdade, o que se viu hoje em Barcelona foi um heptacampeão do Mundo, após um ano na reforma, voltar a sentar-se num cockpit dum F1, onde, claro está, não deixou os seus créditos por mãos alheias mostrando que quem sabe nunca esquece. Foi o mais rápido no primeiro dia de testes, que decorrem a partir de hoje do circuito da Catalunha.

@ Autosport

Quem sabe nunca esquece… E o Coulthard, outro “velhadas” até acha que:

“Parece que ele tem talento. É capaz de chegar à F1.”

Eu também acho que sim. O problema é que ele fartou-se de ganhar e já não tem paciência para essa vida.


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