Ainda há pouco tempo falava com um tipo que de vez em quando vem aqui ao blogue mandar-me umas alfinetadas (ou é sobre F1 ou sobre futebol… coisas de homem, não é Marquêz?) que é também um adepto de Morphine e ele dizia-me o mesmo: “Não percebo porque é que falam tão mal do Yes”.
A explicação que encontramos foi que como o alinhamento do álbum arranca com a Honey White, um dos maiores êxitos da banda, o resto do álbum parece não acompanhar o ritmo frenético que o duplo saxofone do Dana Colley debita nesse single.

É recorrente num álbum que tem um single “forte” não se prestar tanta atenção ao resto das músicas que o compõem durante um bom período de tempo, ou pelo menos comigo é. E depois acontece outra coisa ainda pior: quando se cansa do single (por exaustão) o resto do álbum fica encostado na prateleira.
A verdade é que eu também demorei algum tempo a gostar do Yes e a descobrir por lá algumas das que são agora as minhas favoritas da banda de Boston, entre as quais a que vos deixo de seguida:
Por outro lado, o álbum de estreia em 92 – Good – é para alguns o melhor da banda. Mas só para alguns. É certo que foi uma lufada de ar fresco na cena musical dos anos 90, foi a explosão de Sandman para os palcos e o início do culto, mas não o coloco ao nível dos 4 álbuns de originais que se seguiram: Cure for pain; Yes ; Like Swimming ; The night.
Tem, no entanto e como não podia deixar de ser, algumas pérolas como a You look like rain, a Have a lucky day e a que vos deixo a seguir.
Morphine – You speak my language (Good)
E sim, eu sei que 99% das pessoas salta este tipo de posts em frente, mas pelo menos guardem a música no disco para ouvir mais tarde, numa altura em que até tenham paciência para ouvir aquilo que eu também ouço.



