Também não era apenas cantor. Era compositor, inventor de instrumentos e multi-instrumentalista..
Também não criou apenas os Morphine. Para além de trabalhos a solo ainda teve tempo de pertencer aos Treat her right e de criar a editora independente Hi-n-Dry.E quem pensa que este tipo nasceu para a música muito cedo, que seria um predestinado, um tipo a quem todos os caminhos pareceriam querer guiar para uma carreira musical… nem por isso.
Foi taxista, pescador e trabalhou em obras na construção civil antes de conseguir ter a sua banda.
Nunca gostou de falar da sua vida pessoal nas entrevistas que deu durante os seus anos de fama, nunca ninguém soube ao certo a sua idade até à data da sua morte em palco, mas as letras das músicas dos Morphine (especialmente) eram quase autobiografias suas. Era essa a forma de se dar a conhecer.
Ah, esqueci-me de dizer que chegou a estar às portas da morte após ter sido assaltado e esfaqueado no peito dentro do seu táxi e que uns anos mais tarde decidiu criar a sua própria banda desenhada, de nome Twinemen, da qual se deu o nome mais tarde à banda que os dois restantes membros dos Morphine criaram em homenagem ao seu líder.
Mas acima de tudo, acima de toda a admiração que o homem mereça pelo que passou até conseguir os seus momentos de fama, o que interessa mesmo é que ele fazia musica boa, música muito boa, da melhor que conheço. E como dois exemplos deixo-vos aqui duas músicas que se podem encontrar na compilação Sandbox, lançada pela Hi-n-Dry em 2004 e que serve para que algumas das coisas que nunca tinham saído do baú de Sandman vissem finalmente a luz do dia. E em boa hora o fizeram.

E o Super Sex é talvez a música mais cool de sempre. Vi-os no 1º Super Rock há mais de 10 anos. Fui lá pelos Faith no More e saí de lá encantado com os Morphine.
Gosto da música dos Morphine, mas confesso que não sabia praticamente nada do Mark Sandman. Fiquei fascinado. Ainda dá mais vontade de ouvir a música dele.
Também sou fã da Super Sex. E quanto mais conheço do Sandman e dos Morphine pior me sinto em relação a não ter a hipótese de alguma vez os poder ver num palco.
Ficam as músicas e o que algumas delas já significam para mim (acho que foi por cá que cheguei a dizer uma vez que ouvir Morphine é como ouvir a banda sonora de alguns dos momentos que melhor guardo na memória).
E Hugo, eu também só fiquei a conhecer melhor a história dele há algum tempo… sempre tinha tido uma ideia completamente oposta acerca de como ele seria, do tipo de vida que levava, etc. E quanto mais descubro e mais coisas vou ouvindo (como algumas da tal compilação “Sandbox” que me eram completamente desconhecidas) mais gosto também.
Mais um “post musical” de alto valor.
Tu dás-lhe bem.
Entretanto, Paulo, e fugindo (mas não muito) ao tema do post, não te esqueças de dia 7 de Novembro, se puderes, dar um pulo ao Coliseu de Lisboa para ver aquela que é, para mim, a melhor banda do momento: Interpol. O ‘aperitivo’ que foi o concerto deles no Festival SuperRock deixou-me com água na boca. Enfim, mais cerveja do que água…
n conhecia e fikei a gostar..mt bom sim senhor ;)
axincalhante.blogspot.com
hasta
Felicito-te pelo extremo bom gosto musical.