Arquivo de July, 2007

Uma rapidinha.


Será que se eu mandar a minha sugestão de mudar o nome de “Volta a França em Bicicleta” para “Volta a França em Esteróides” ou de “Le tour de France” para “Le tour de drogues” para a organização da prova me levam a sério?

Arquivo de July, 2007

Maracas e muito mais.


Há pouco mais de 10 anitos apareceu um senhor alemão de seu nome Uwe Scmidt, na altura conhecido como Atom, DJ e produtor de música electrónica, que se lembrou de criar algo diferente, bastante diferente. E que tal pegar nalguma música latina, juntar-lhe uns quantos samples, uma orquestra de músicos latinos e divertirem-se à grande?
E assim nasceu Señor Coconut. Estreou-se em 97 com um álbum chamado El Gran Baile e dois anos depois lembrou-se de fazer algo ainda mais estranho: e que tal pegar em músicas dos Kraftwerk e transformar os ritmos electrónicos em ritmos latinos? E assim nasceu em 99 o El baile Alemán. Desde aí a crítica tem-se rendido por completo aos seus trabalhos em estúdio e às suas actuações em palco com a Yellow Magic Orchestra. Não faltam versões de Michael Jackson, Sade, Deep Purple e até dos The Doors no reportório deste malabarista das maracas.
Deixo-vos aqui três musiquinhas para apreciarem, e se vos der jeito apareçam no sábado por Sines, no festival de músicas do mundo, para onde parto amanhã ao fim da tarde na companhia deste senhor e respectivas patroas para no sábado dar uns toques de cha-cha-cha na praia depois de ouvir também no Castelo os Gogol Bordello de que falei uns posts mais abaixo.


Arquivo de July, 2007

A palhaçada do ano.


Podia vir do Alberto João, não seria de admirar. Podia vir do Portas, não seria de admirar. Podia vir de muitos lados mas não estava à espera que viesse do tribunal da FIA…

A história é a seguinte:
Desde o início desta época que um engenheiro da Ferrari passou a um engenheiro chefe da McLaren informação confidencial (um pequenino dossier digitalizado que ao todo tem “apenas” 780 páginas de informação sobre o carro da Ferrari e os desenvolvimentos de que será alvo durante esta época). A isso chama-se espionagem industrial e está expressamente proibido no artigo 151c do International Sporting Code tendo como sanções previstas o afastamento da equipa que promove a espionagem do campeonato em curso com possível agravamento da pena para o ano seguinte.

A Ferrari descobriu, despediu o engenheiro e pediu à FIA que actuasse.
A McLaren, para se tentar livrar de confusões suspende o seu engenheiro.
A FIA leva o caso ao seu conselho de justiça (FIA World Motor Sport Council).
Hoje mesmo decorreram as audições à defesa da McLaren.
Resultado? Agora é que vem a parte gira…

A McLaren é considerada responsável e culpada por infringir o artigo acima referida e incorrer naquilo a que a FIA declarou no seu documento oficial como sendo a fraudulent manner and therefore in a manner prejudicial to the interests of competition or motor sport in general“.

Consequências? Nenhumas. Porquê? Porque segundo a mesma FIA não se encontraram provas de que a informação tenha sido usada no carro da McLaren.

Ora bem, estamos agora perante um caso raro: um ladrão assalta uma loja, rouba todo o seu conteúdo e leva-o para casa. Dias depois chega lá a polícia e o ladrão vai a tribunal. Chegados a tribunal o juíz declara o ladrão culpado mas não lhe dá sentença porque segundo o ladrão disse na sua defesa: “-Hey, eu roubei mas não usei o que roubei. Eu queria uma Playstation cinzenta mas acabei por roubar uma das pretas. E como não gosto das Playstation pretas deixei-a num canto em casa e nem a usei.“. “-Certo, está livre para ir embora.”. Afinal de contas roubar agora já não é crime.

A notícia da sentença (ou falta dela).
A reacção da Ferrari.

É, sem dúvida, a maior palhaçada que a FIA podia produzir. Parabéns, conseguiram fazer com que me esteja a borrifar para o resto da época.


Arquivo de July, 2007

Mais uma fornada de música


Mais um post com algumas das musicas que me preencheram o pouco tempo livre que tive na última semana.
Começa-se com duas dos Interpol que têm desde há alguns dias um novo álbum -Our love to Admire- e que voltam a provar que não sabem fazer música má. Não achei este álbum tão bom como o seu primeiro -Turn on the bright lights- mas isso também é quase impossível de conseguir. Não deixa no entanto de ser uma maravilha recheada de grandes músicas. Ficam aqui com as duas que mais tenho ouvido, e assim também tenho a certeza que o Ricardo aprova este post.

Depois ficam aqui com mais uma do Mark Sandman, porque não consigo largar o vício.

Aproveito ainda para meter aqui a primeira música do álbum de 2007 dos belgas Absynthe Minded -os quais só conheci há coisa de um anito e picos quando abriram o concerto de dEUS na Casa da Música- e que também me parece bom. Ao vivo não enganam: têm qualidade. Em CD também não ficam nada mal. O álbum chama-se There is Nothing e já tem uns mesitos.

Ainda há tempo para meter aqui uma coisa diferente do costume: Alex Beaupain, autor compositor e francês responsável pela criação da banda sonora daquele que é considerado já o melhor filme francês do ano “Les chansons d’amour” que ainda não vi mas que me está a abrir a curiosidade por causa deste álbum. Ouçam esta De bonnes raisons cantada por Louis Garrel & Ludivine Sagnier. (Cheira-me que o Hugo é capaz de gostar disto, se é que já não conhece, o que não me espantava nadinha)

Para acabar, música nacional. Ou melhor, música portuguesa do mundo. Os Terrakota têm álbum novo – Oba Train – e do que ouvi até agora está excelente. Eu não sou propriamente isento quando falo neles porque já por várias vezes os vi ao vivo e, para mim, são das melhores bandas nacionais em palco. São contagiantes, enérgicos, muito bons músicos e incrivelmente humildes para com o público. O concerto de mais de duas horas que deram no último ano em Freamunde foi simplesmente memorável.
E como é música nacional merece que se diga: se gostarem da amostra do álbum que vos deixo, então comprem, eles merecem.


Arquivo de July, 2007

A volta a França em Mankini


Antes de mais convém que vejam a verdadeira definição de mankini.
Agora já não há desculpas para não encontrar um Borat aqui:

Arquivo de July, 2007

A menina importa-se de repetir?


A pérola que está no youtube e que retrata as noites solitárias da Rita Pereira numa novela nacional merece que se ouça com atenção todas as palavrinhas que são ditas. Aviso é desde já que devem tirar as crianças da frente do computador.
Até gostava de ter feito um texto com alguma piada acerca disto, mas a piada é mesmo o vídeo, por isso tomem lá:
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=rzMGKjsSSpw]

Arquivo de July, 2007

A saga Coveiro


Pode-se ler hoje no Record:
O seleccionador nacional José Couceiro não vê por que há-de abandonar o cargo, mesmo depois dos maus resultados que obteve no Europeu de Sub-21 e no Mundial de Sub-20.

“Não vejo motivos para isso acontecer. Os Sub-21 não foram tão longe como todos gostaríamos, mas ainda assim fizemos a terceira melhor classificação de sempre da selecção. Quanto aos Sub-20, evidentemente que saímos mal. Mas atingimos o objectivo que tinha sido traçado, que era chegar aos oitavos-de-final”, frisou o técnico.

E quanto ao caso de indisciplina para com o árbitro disse ainda que:

“pode haver atenuantes” -”Naquele momento Portugal estava à procura do golo do empate. Qualquer acção para queimar tempo, beneficia sempre a equipa adversária”


Eu confesso que tinha votado no Luís Campas ali à esquerda, mas já que aquilo deixa mudar o voto…


Arquivo de July, 2007

Antes vs Depois


À partida para o Canadá, Madaíl repara que é preciso que os jovens portugueses «saibam honrar a camisola da Selecção» e que «saibam ganhar, mas também que saibam perder», avisa o líder federativo. Quanto às expectativas para a participação portuguesa no Mundial, não há objectivos mínimos definidos, até depois de o torneio de Toulon ter corrido tão mal e de Portugal ter falhado todas as metas a que se tinha proposto no Europeu de sub-21 na Holanda.

Madaíl repara que Portugal «é das poucas Selecções apuradas para o Mundial de sub-20 que também esteve no Europeu de sub-21 e vai também ao Europeu de sub-19». Por isso, é preciso colocar a equipa «a esse nível, com ambição de fazer uma boa campanha», aponta simplesmente o presidente da FPF.

Depois:
Mas há que compreender o Zéquinha. O rapaz deve ter pensado que “ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão”. Só faltou a parte de estarmos realmente a sermos roubados.
Ou melhor, até estavamos mas não pelo árbitro. Eu sou da opinião que os dirigentes da FPF responsáveis por meter o homem que desgraçou o Alverca e Belenenses, que deu a machadada final numa das piores épocas de que há memória no FCP dos últimos 20 anos e que conseguiu ter a coragem de dizer que a vergonha que foi a participação no europeu de sub-21 há um mês atrás foi “positiva”, esses sim, essa gente capaz de escolher o Coveiro a seleccionador das camadas jovens é que roubou indecentemente Portugal. Diria mesmo que mais do que roubar, foi como se lhe tivesse tirado os três sem avisar e não tenha deixado um número de telefone na mesinha de cabeceira na manhã seguinte.

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PS: Pronto, aproveitando uma das novas mariquices que o Blogger oferece criei ali de lado uma sondagem que fica durante uma semana por cá e que servirá para tirar de uma vez por todas as dúvidas sobre qual o maior deus do futebol nacional dos últimos anos.


Arquivo de July, 2007

Direct Hit


Isto parece abandonado, eu sei. Mas nem tudo o que parece é.

Mais dia menos dia volto a ter tempo para estar mais por cá. Se tudo correr bem lá para a semana já tenho uns minutinhos para cá estar regularmente.
Entretanto queria deixar aqui muito rapidamente os meus sinceros parabéns ao José Coveiro que acaba de ultrapassar o Luís Campas no ranking de treinador mais ridículo de nacionalidade portuguesa, e aproveito também este post para meter a seguinte musiquinha do novo álbum dos Art Brut a ver se isto anima:


Arquivo de July, 2007

Mark Sandman


O vocalista dos extintos Morphine não era um artista qualquer. Era um génio musical.
Também não era apenas cantor. Era compositor, inventor de instrumentos e multi-instrumentalista..
Também não criou apenas os Morphine. Para além de trabalhos a solo ainda teve tempo de pertencer aos Treat her right e de criar a editora independente Hi-n-Dry.
E quem pensa que este tipo nasceu para a música muito cedo, que seria um predestinado, um tipo a quem todos os caminhos pareceriam querer guiar para uma carreira musical… nem por isso.
Foi taxista, pescador e trabalhou em obras na construção civil antes de conseguir ter a sua banda.

Nunca gostou de falar da sua vida pessoal nas entrevistas que deu durante os seus anos de fama, nunca ninguém soube ao certo a sua idade até à data da sua morte em palco, mas as letras das músicas dos Morphine (especialmente) eram quase autobiografias suas. Era essa a forma de se dar a conhecer.

Ah, esqueci-me de dizer que chegou a estar às portas da morte após ter sido assaltado e esfaqueado no peito dentro do seu táxi e que uns anos mais tarde decidiu criar a sua própria banda desenhada, de nome Twinemen, da qual se deu o nome mais tarde à banda que os dois restantes membros dos Morphine criaram em homenagem ao seu líder.

Mas acima de tudo, acima de toda a admiração que o homem mereça pelo que passou até conseguir os seus momentos de fama, o que interessa mesmo é que ele fazia musica boa, música muito boa, da melhor que conheço. E como dois exemplos deixo-vos aqui duas músicas que se podem encontrar na compilação Sandbox, lançada pela Hi-n-Dry em 2004 e que serve para que algumas das coisas que nunca tinham saído do baú de Sandman vissem finalmente a luz do dia. E em boa hora o fizeram.