Arquivos mensais: Julho 2007
Maracas e muito mais.
Deixo-vos aqui três musiquinhas para apreciarem, e se vos der jeito apareçam no sábado por Sines, no festival de músicas do mundo, para onde parto amanhã ao fim da tarde na companhia deste senhor e respectivas patroas para no sábado dar uns toques de cha-cha-cha na praia depois de ouvir também no Castelo os Gogol Bordello de que falei uns posts mais abaixo.
A palhaçada do ano.
A história é a seguinte:
Desde o início desta época que um engenheiro da Ferrari passou a um engenheiro chefe da McLaren informação confidencial (um pequenino dossier digitalizado que ao todo tem “apenas” 780 páginas de informação sobre o carro da Ferrari e os desenvolvimentos de que será alvo durante esta época). A isso chama-se espionagem industrial e está expressamente proibido no artigo 151c do International Sporting Code tendo como sanções previstas o afastamento da equipa que promove a espionagem do campeonato em curso com possível agravamento da pena para o ano seguinte.
A Ferrari descobriu, despediu o engenheiro e pediu à FIA que actuasse.
A McLaren, para se tentar livrar de confusões suspende o seu engenheiro.
A FIA leva o caso ao seu conselho de justiça (FIA World Motor Sport Council).
Hoje mesmo decorreram as audições à defesa da McLaren.
Resultado? Agora é que vem a parte gira…
A McLaren é considerada responsável e culpada por infringir o artigo acima referida e incorrer naquilo a que a FIA declarou no seu documento oficial como sendo “a fraudulent manner and therefore in a manner prejudicial to the interests of competition or motor sport in general“.
Consequências? Nenhumas. Porquê? Porque segundo a mesma FIA não se encontraram provas de que a informação tenha sido usada no carro da McLaren.
Ora bem, estamos agora perante um caso raro: um ladrão assalta uma loja, rouba todo o seu conteúdo e leva-o para casa. Dias depois chega lá a polícia e o ladrão vai a tribunal. Chegados a tribunal o juíz declara o ladrão culpado mas não lhe dá sentença porque segundo o ladrão disse na sua defesa: “-Hey, eu roubei mas não usei o que roubei. Eu queria uma Playstation cinzenta mas acabei por roubar uma das pretas. E como não gosto das Playstation pretas deixei-a num canto em casa e nem a usei.“. “-Certo, está livre para ir embora.”. Afinal de contas roubar agora já não é crime.
A notícia da sentença (ou falta dela).
A reacção da Ferrari.
É, sem dúvida, a maior palhaçada que a FIA podia produzir. Parabéns, conseguiram fazer com que me esteja a borrifar para o resto da época.
Mais uma fornada de música
Começa-se com duas dos Interpol que têm desde há alguns dias um novo álbum -Our love to Admire- e que voltam a provar que não sabem fazer música má. Não achei este álbum tão bom como o seu primeiro -Turn on the bright lights- mas isso também é quase impossível de conseguir. Não deixa no entanto de ser uma maravilha recheada de grandes músicas. Ficam aqui com as duas que mais tenho ouvido, e assim também tenho a certeza que o Ricardo aprova este post.
E como é música nacional merece que se diga: se gostarem da amostra do álbum que vos deixo, então comprem, eles merecem.
A volta a França em Mankini
Agora já não há desculpas para não encontrar um Borat aqui:
A menina importa-se de repetir?
Até gostava de ter feito um texto com alguma piada acerca disto, mas a piada é mesmo o vídeo, por isso tomem lá:
A saga Coveiro
O seleccionador nacional José Couceiro não vê por que há-de abandonar o cargo, mesmo depois dos maus resultados que obteve no Europeu de Sub-21 e no Mundial de Sub-20.“Não vejo motivos para isso acontecer. Os Sub-21 não foram tão longe como todos gostaríamos, mas ainda assim fizemos a terceira melhor classificação de sempre da selecção. Quanto aos Sub-20, evidentemente que saímos mal. Mas atingimos o objectivo que tinha sido traçado, que era cheg
ar aos oitavos-de-final”, frisou o técnico.
E quanto ao caso de indisciplina para com o árbitro disse ainda que:
“pode haver atenuantes” -”Naquele momento Portugal estava à procura do golo do empate. Qualquer acção para queimar tempo, beneficia sempre a equipa adversária”

Eu confesso que tinha votado no Luís Campas ali à esquerda, mas já que aquilo deixa mudar o voto…
Antes vs Depois
À partida para o Canadá, Madaíl repara que é preciso que os jovens portugueses «saibam honrar a camisola da Selecção» e que «saibam ganhar, mas também que saibam perder», avisa o líder federativo. Quanto às expectativas para a participação portuguesa no Mundial, não há objectivos mínimos definidos, até depois de o torneio de Toulon ter corrido tão mal e de Portugal ter falhado todas as metas a que se tinha proposto no Europeu de sub-21 na Holanda.
Madaíl repara que Portugal «é das poucas Selecções apuradas para o Mundial de sub-20 que também esteve no Europeu de sub-21 e vai também ao Europeu de sub-19». Por isso, é preciso colocar a equipa «a esse nível, com ambição de fazer uma boa campanha», aponta simplesmente o presidente da FPF.
Ou melhor, até estavamos mas não pelo árbitro. Eu sou da opinião que os dirigentes da FPF responsáveis por meter o homem que desgraçou o Alverca e Belenenses, que deu a machadada final numa das piores épocas de que há memória no FCP dos últimos 20 anos e que conseguiu ter a coragem de dizer que a vergonha que foi a participação no europeu de sub-21 há um mês atrás foi “positiva”, esses sim, essa gente capaz de escolher o Coveiro a seleccionador das camadas jovens é que roubou indecentemente Portugal. Diria mesmo que mais do que roubar, foi como se lhe tivesse tirado os três sem avisar e não tenha deixado um número de telefone na mesinha de cabeceira na manhã seguinte.
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PS: Pronto, aproveitando uma das novas mariquices que o Blogger oferece criei ali de lado uma sondagem que fica durante uma semana por cá e que servirá para tirar de uma vez por todas as dúvidas sobre qual o maior deus do futebol nacional dos últimos anos.
Direct Hit

Mais dia menos dia volto a ter tempo para estar mais por cá. Se tudo correr bem lá para a semana já tenho uns minutinhos para cá estar regularmente.
Entretanto queria deixar aqui muito rapidamente os meus sinceros parabéns ao José Coveiro que acaba de ultrapassar o Luís Campas no ranking de treinador mais ridículo de nacionalidade portuguesa, e aproveito também este post para meter a seguinte musiquinha do novo álbum dos Art Brut a ver se isto anima:
Mark Sandman
Também não era apenas cantor. Era compositor, inventor de instrumentos e multi-instrumentalista..
Também não criou apenas os Morphine. Para além de trabalhos a solo ainda teve tempo de pertencer aos Treat her right e de criar a editora independente Hi-n-Dry.E quem pensa que este tipo nasceu para a música muito cedo, que seria um predestinado, um tipo a quem todos os caminhos pareceriam querer guiar para uma carreira musical… nem por isso.
Foi taxista, pescador e trabalhou em obras na construção civil antes de conseguir ter a sua banda.
Nunca gostou de falar da sua vida pessoal nas entrevistas que deu durante os seus anos de fama, nunca ninguém soube ao certo a sua idade até à data da sua morte em palco, mas as letras das músicas dos Morphine (especialmente) eram quase autobiografias suas. Era essa a forma de se dar a conhecer.
Ah, esqueci-me de dizer que chegou a estar às portas da morte após ter sido assaltado e esfaqueado no peito dentro do seu táxi e que uns anos mais tarde decidiu criar a sua própria banda desenhada, de nome Twinemen, da qual se deu o nome mais tarde à banda que os dois restantes membros dos Morphine criaram em homenagem ao seu líder.
Mas acima de tudo, acima de toda a admiração que o homem mereça pelo que passou até conseguir os seus momentos de fama, o que interessa mesmo é que ele fazia musica boa, música muito boa, da melhor que conheço. E como dois exemplos deixo-vos aqui duas músicas que se podem encontrar na compilação Sandbox, lançada pela Hi-n-Dry em 2004 e que serve para que algumas das coisas que nunca tinham saído do baú de Sandman vissem finalmente a luz do dia. E em boa hora o fizeram.





