Vale dos Homens

Mini-férias no Alentejo (Roriz, Aljezur) com a minha patroa no fim de Agosto do ano passado, praia do Vale dos Homens e uma das melhores fotografias que me lembro de tirar.
Estes dias de calor trazem-me estas memórias, não há volta a dar.


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Columbine v2.0

Aparte da curiosidade que tenho em saber quem a opinião pública culpará desta vez (até pode ser que te safes desta, Marilyn Manson) e também passando por cima da estranheza que me causa toda a situação que envolve o intervalo de duas horas entre os primeiros disparos e o massacre final sem que alguém tivesse tido noção de que o homicida ainda estava nos terrenos da Universidade, vivo e de boa saúde, acho que o que mais me deixou espantado foi a reacção que li num fórum de basket americano que frequento e onde, claro está, o assunto do tiroteio na Universidade de Virginia era o tópico do dia.

Senão, veja-se bem esta pérola:

Man. I was so sad when I found out about this. these kids were totaly innocent and had families. I get so angry when I hear about this kind of thing. You had issues with your girl, so you kill her, then you realize you are sick of life and are going to jail, so you go kill everyone to go out with a bang? WTF?

I’m getting a license to carry a weapon this summer and I’m seriously thinking of taking a gun to class. You never know nowdays what crazy fool will come and try the same. I want to be prepared to save the lives of fellow of students and my own as well.

Ora bem, nada melhor do que tirar uma licença de porte de arma e carregar consigo a dita cuja para dentro das salas de aula para evitar que estas coisas de tirinhos com pistolas de fulminantes aconteçam. Sim, porque no entender desta alma iluminada é este tipo de prevenção que deve fazer parte da nossa rotina diária. Eu, pessoalmente, sempre que comia na cantina do Campo Alegre pensava para comigo que “isto é tão mau que não sei quando é que alguém vai desatar aqui aos tiros às empregadas por causa deste arroz de argamassa.”.

Depois admiram-se…

Charlton Heston, o presidente da National Rifle Association (é tipo o Clube de Caça e Pesca lá da zona, só que com gente a fazer de alvo) disse uma vez que:

Guns Don’t Kill People, People Kill People.

Robin Williams, no seu stand-up memorável na Broadway disse que:

Guns don’t kill people… Apes with guns kill people.


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A minha ligação Sapo…

Nº SGS Tema Estado Data de Registo
2007-151577 Problemas Técnicos Falha de Sincronismo Intermitente Aberto 2007/04/17
Desde ontem por volta das 9 da manhã que a minha ligação cai de 5 em 5 minutos (a dar um intervalo optimista). Ainda esperei que fosse uma coisa rápida e passageira, uma qualquer manutenção na linha, mas não.
Ver um simples mail é agora uma tarefa herculeana. Escrever este post em 35 segundos esperando que a ligação não caia no momento de o publicar é quase como tirar um Royal Flush.


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GP do Bahrain, a corrida

Não sei se foi por ser ao meio dia mas pelo menos já deu para não adormecer durante a corrida no Bahrain. Não é que lá na frente as coisas fossem muito diferentes do que foram na Malásia (só que com os intérpretes em posições trocadas), mas lá para o meio do pelotão houve grandes momentos como os que o Coulthard foi fazendo até ter de desistir com o motor a dar o berro.
Mas vamos por partes:Um bom arranque de Massa, um bom arranque de Alonso que ganha a posição a Raikkonen e dois toques na primeira curva que deixam de fora Button e Speed (à primeira vista parecia que tinha sido um toque entre ambos, mas não. Ambos deram um ligeiro toque na roda de quem lhes ia à frente e, como que sincronizados, fizeram um pião e ficaram por ali). Achei piada à forma descontraída e diria quase que alegre como o Button saiu do carro e ainda esteve a falar com o Speed. Quase que podia dizer que estava feliz por ter ficado logo por ali em vez de ter que se arrastar mais uma vez em pista com aquele Honda que continua a não ser melhor que os Aguri.
Lá na frente o Massa mantinha uma ligeira vantagem sobre o Hamilton que por sua vez ia ganhando uma pequena vantagem sobre Alonso e Raikkonen. Heidfeld mostrou outra vez que a BMW vai estar à espreita de escorregadelas das duas principais equipas deste ano para tentar também umas vitórias.
Com as primeiras paragens Raikkonen passou Alonso, coisa que não tinha conseguido em pista, parando mais tarde, e Heidfeld mostrou aos da frente que até é possível fazer mais do que seguir em ritmo de procissão e fez o favor de ultrapassar Alonso que tinha o carro muito pouco eficaz com os pneus médios que usou nos dois primeiros stints da corrida.
Com as segundas paragens nada se alterou, sendo que o Raikkonen que se tinha aproximado de Hamilton durante o segundo stint começou, tal como Massa, a perder terreno para o McLaren que com pneus duros rodava mais rápido do que com o composto mais mole (o que é, no mínimo, estranho). Alonso também pressionou e bem Heidfeld para tentar recuperar o 4º lugar mas o alemão soube defender-se.

Lá para trás é que as coisas andavam mesmo animadas e no meio de inúmeras ultrapassagens, de momentos quase cómicos como os que envolviam o Mark Webber em pista com a “tampa da gasolina” aberta, havia uma boa corrida, com os Toyota e os Renault a finalmente conseguir melhor do que andar a arrastar o fundo plano pela pista e a conseguir resultados decentes, mas mesmo assim muito à custa das desistências dos Red Bull que estavam a fazer uma excelente corrida, em especial Coulthard que aos cento e quarenta e nove anos ainda é capaz de fazer coisas bem porreiras com o carro.
Boa corrida também para o Davidson no Super Aguri até ter que desistir com o motor a arder.
Mas o que realmente interessa é que este ano, tal como eu dizia no sábado à noite ao “Marquêz” (sim, eu sei que vais ler isto) que me acusa de continuar a só ver o vermelho Ferrari à frente (eu bem que tento evitar, mas pá, não consigo), tenho quase a certeza que o campeonato se decidirá apenas devido à fiabilidade dos carros. Parece-me que o equilíbrio de carros e pilotos entre Ferrari e McLaren é demasiado grande para que haja favoritos nesta altura do ano. Lá para o Verão, e quando começarem a surgir os primeiros motores Ferrari ou McLaren defumados é que alguém vai acabar por ganhar vantagem.
Mas não me importo nada de ver o campeonato tal como está agora:

Alonso 22pts
Kimi 22pts
Hamilton 22pts
Massa 17pts
Heidfeld 15 pts

Só não gosto é de ver a McLaren à frente dos construtores por 5 pontos.
Talvez a 13 de Maio, apenas daqui a um mês (onde raio é que o Eccleston tem a cabeça para fazer um calendário assim?) as coisa já mudem mais para meu gosto.


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Com as tags

Sejamos sinceros

Neste momento o assunto do dia não é a licenciatura (ou não) do nosso primeiro ministro. Muito menos as bocas do Mantorras ao Fernando Santos. Menos ainda saber se o Pepe recupera a tempo de fazer uns jogos esta época.
Não me apoquenta minimamente a história do cartaz xenófobo em Lisboa, a crise nuclear no Irão ou qual a capa do Record de amanhã.

E como eu recuso terminantemente a possibilidade de tornar este blog numa coisa que se assemelhe, mesmo que remotamente, a algo com credibilidade, achei que estava na horinha de vos dizer aquilo que mais me atormenta a alma neste preciso momento:

Afinal a Paris Hilton comprou ou não um par de mamas novo?

A discussão começou há umas semanas quando surgiram fotos da menina com um decote avantajado (sim, porque nunca lhe vimos mais nada do que um decote, certo meus senhores? ) e apareceram as primeiras perguntas. Seriam implantes? Ou seriam apenas as maravilhas do wonderbra?
Bem, se um wonderbra consegue fazer isto:

bendito seja o seu inventor.

Mas eis que surgem as seguintes provas:

Ok, parece-me que a discussão deixa de fazer sentido já que as dúvidas foram todas esclarecidas. Agora só há uma coisa a fazer e isso será apenas esperar que a menina Hilton lance mais um dos seus premiados filmes de nus artísticos.

E sim, estou à espera que os movimentos feministas me maltratem após este post. Mas para isso respondo desde já que, tal como o Marco, sou um apoiante fervoroso da igualdade de direitos entre ambos os sexos e por isso mesmo sou também um apoiante do movimento Top Freedom.


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Mais uma obra de arte

Já cá não tinha uma capa dos jornais desportivos há algum tempo, e depois de ver a capa de hoje do Record achei que estava na hora de voltar a agraciar os senhores que fazem estas primeiras páginas com rasgados elogios.

Quem tem a coragem de meter uma ovelha com o símbolo do Espanhol como etiqueta na orelha na capa de um jornal diário nacional merece tudo de bom. Porque quem faz uma coisa destas contribui inegavelmente para um dia bem disposto de quem gasta 75 cêntimos para poder emoldurar esta obra de arte para a posteridade:


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Brianstorm

Serve este post para apresentar o novo single dos Arctic Monkeys, Brianstorm, que serve por sua vez de apresentação ao novo álbum Favourite Worst Nightmare. Ainda não pude ouvir com calma o álbum completo, mas do que ouvi gostei. Depois do enorme sucesso do álbum de estreia Whatever People Say I Am, Thats What I’m Not, não espero que este tenha o mesmo tipo de recepção nem sequer que me deixe tão viciado… mas a julgar pela amostra não deve andar muito longe de o conseguir. Por agora ficam apenas com esta:


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Ainda há atrasados mentais

Não sei explicar o porquê, mas tenho encontrado em fóruns um número considerável de gente defensora do estado novo. Gente que me dizia que no tempo da outra senhora é que se vivia bem, que havia pão na mesa, que se viva num país rico já eu conhecia, agora gente que me diz que o ensino era melhor e que só não estudava quem não queria é que é novidade para mim.
Eu bem sei que não devia perder tempo com gente assim, que é inútil, que são uma espécie em vias de extinção, mas não consigo. Porque como diz a Paula, “a estupidez incomoda e não é ignorando que ela desaparece” e por isso dei-me mesmo ao trabalho de procurar números.
E acabei por encontrar um belo documento do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa que faz um balanço das mudanças sociais que o nosso país viveu entre a década de 60 até finais do milénio passado. E de entre inúmeras estatísticas ressalvo a seguinte passagem:
A escolaridade universalizou-se. O analfabetismo juvenil terminou, sobrando apenas alguns analfabetos adultos e idosos. Dos quase 40 por cento de analfabetos de 1960, passou-se a uma taxa próxima dos 8 por cento. A expansão do sistema escolar atingiu grandes proporções, tendo chegado, pela primeira vez na história, a todo o território e a toda a população. A escolaridade obrigatória (nove anos) é efectiva desde a década de oitenta. Apesar das elevadas taxas de repetição, insucesso e abandono, quase toda a população juvenil até aos quinze anos está escolarizada. Em 1960, o número de estudantes a frequentar o ciclo terminal do ensino secundário era ligeiramente superior a oito mil; é actualmente de cerca de 380.000. A expansão do sistema de ensino superior foi igualmente muito visível, dadas as suas reduzidas dimensões prévias: entre 1960 e 2000, a população estudante a frequentar estabelecimentos de ensino superior passou de 26.000 para mais de 400.000.

Enfim… é triste saber que há quem não compreenda a dimensão dos números que nesta passagem são retratados.


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