Arquivo de April, 2007

São capazes de estar a abusar.


A McLaren testou hoje em público a sua anunciada evolução aerodinâmica para o próximo GP (Espanha). E, muito sinceramente, podiam ter escolhido alguma coisa mais bonitinha para testar na asa da frente:
Fotos: GPUpdate

5€ em como a FIA proíbe esta aberração, por motivos de segurança, no máximo até ao final do GP de Espanha.


Arquivo de April, 2007

Banda sonora…


…do último sábado. Podia-nos ter dado para pior.

Arquivo de April, 2007

Peel Sessions


Porque nunca é demais relembrar e homenagear um génio que deu a conhecer inúmeros outros génios.
Creio que a seguinte passagem -retirada da Wikipedia- é suficiente para demonstrar o quanto este homem foi importante no panorama musical mundial da segunda metade do século XX:
Despite certain small gaps, nevertheless, many bands and artists of a wide range of different musical styles from different decades credit Peel as a major boost to their careers. The list includes T-Rex, David Bowie, The Faces, Bolt Thrower, The Sex Pistols, The Slits, Siouxsie and the Banshees, Fairport Convention, Pink Floyd, The Clash, Napalm Death, Carcass, Extreme Noise Terror, The Undertones, Buzzcocks, Gary Numan, The Cure, Joy Division, The Wedding Present, Six By Seven, Def Leppard, Pulp, Ash, Orbital, The Smiths, FSK, Trumans Water, The Black Keys, The White Stripes and PJ Harvey.


Arquivo de April, 2007

Um bom ano.


Está hoje de parabéns um dos principais temas de discussão de todos os cafés de Freamunde :

Um ano a lançar revoltas, discussões, sugestões, com seriedade e doses de humor q.b. . Não há semana que passe sem que no “nosso” bar, o Gardens, não se fale por algum motivo do Revolta e dos assuntos que lá se tratam. É assim que se faz intervenção. Parabéns!

E ainda é segredo dos deuses o nome do(s) autor(es). Essa é que é essa. Quem souber que me mande um mail, que eu ando há um ano a tentar descobrir.


Arquivo de April, 2007

Gente fina é outra coisa.


Eu sei que a generalização é o argumento dos idiotas, mas os casos acumulam-se e quem, como eu, frequenta/frequentou o ensino superior público e sabe as dificuldades que se nos deparam em exames, correcções dos mesmos, orais, etc, este vídeo é terrivelmente revoltante.
Acredito que até existam boas universidades privadas em Portugal, onde o nível de ensino/aprendizagem seja bom e onde as avaliações são justas, mas não as conheço. Por outro lado conheço bem os exames de matemáticas e físicas que são dados nalgumas destas privadas, bem como as suas correcções e correspondentes notas atribuídas.

Conheço até um caso muito “giro”. Quando entrei para a FCUP conhecia uma colega do curso de Matemática que em 3 anos conseguiu fazer umas 10 cadeiras (aproximadamente) e com as chamadas notas “rés-vés, passas com dez”. Ao fim desses 3 anos, e vendo que naquele ritmo não conseguiria terminar o curso já que o pior ainda estava para vir, decidiu mudar-se para a Lusíada, para o curso de Matemáticas Aplicadas. Teve equivalências suficientes para ter o primeiro ano da licenciatura já concluído. Deixei de ter contacto regular com ela mas lembro-me da última vez que a vi, cartolada, na queima das fitas há uns anos.

-Já cartolada?
-Sim! Aquilo lá é com uma perna atrás das costas. Fiz os últimos 3 anos com média de quase 17. O secundário era mais complicado.

A conversa ficou-me bem gravada na memória porque, garanto-vos, o choque não foi pequeno. O que vale é que era queima e não faltava sítio para afogar os pensamentos que se me atravessavam na altura.

A primeira pessoa que me disser que a diferença estava na qualidade dos professores, que o conteúdo era o mesmo e que a formação e grau de exigência eram iguais, merece -como se diz em bom Português- uma coça valente.

Por mim, e muito honestamente, abolia-se o ensino facilita… perdão, privado.


Arquivo de April, 2007

Porque posso.


Ana Cristina Leonardo publicou no expresso um artigo fabuloso e do qual quero citar algumas passagens:

Nem tudo era mau
Não se pense que tudo era mau. Até final dos anos 60, Portugal manteve-se, em muitos aspectos, na «pole position» dos países europeus ocidentais (ver António Barreto, “Mudança Social em Portugal: 1960-2000″, in “Portugal Contemporâneo”, coordenação de António Costa Pinto, Dom Quixote, 2004). Assim: era o único império colonial sobrevivente; podia orgulhar-se do ditador com mais anos no poder; apresentava as mais altas taxas de analfabetismo e mortalidade infantil; o menor número de médicos e enfermeiros por habitante; o mais baixo rendimento por habitante; a menor produtividade no trabalho; o menor número de estudantes no ensino básico e superior; o menor número de pessoas abrangidas pelos sistemas de segurança social, a menor industrialização e a maior população agrícola. No fundo, no fundo, números à parte, tratava-se de um paraíso verde. Além das paisagens bucólicas e das viúvas de portentos buços, havia Fátima, havia fado e havia futebol. E no que toca a futebol, Eusébio era o mais que tudo.

Em época de censura
Chegamos assim à parte que está mesmo, mesmo, fora de moda: a censura e a polícia política do regime. Em entrevista a António Ferro, Dezembro de 1932, a propósito dos boatos que punham em causa o bom-nome da polícia, Salazar explicara-se bem: “(…) quero informá-lo de que se chegou à conclusão de que as pessoas maltratadas eram sempre, ou quase sempre, temíveis bombistas, que se recusavam a confessar, apesar de todas as habilidades da polícia, onde tinham escondido as suas armas criminosas e mortais”. Linhas à frente, surge a prova mil vezes repetida sobre a brandura dos meios e a rectidão evidente dos fins: “Eu pergunto a mim próprio (…) se a vida de algumas crianças e de algumas pessoas indefesas não vale bem, não justifica largamente, meia dúzia de safanões a tempo nessas criaturas sinistras”. E nesta “meia dúzia de safanões” se fundaria o mito urbano que continua a rever e a absolver a tortura, desrespeitando os mortos com nome próprio.
Quanto à censura (uma prática que, em Portugal, verdade seja dita, recua aos tempos da Inquisição praticamente sem interrupções), prévia e de lápis azul em riste, no caso da imprensa, preferia a apreensão ulterior quando se tratava de livros. Segundo a Comissão do Livro Negro sobre o Fascismo, o regime de Salazar/Caetano proibiu cerca de 3300 obras e até o velho Aquilino Ribeiro foi alvo de um processo-crime, pelo crime de ter escrito “Quando os Lobos Uivam”. O Secretariado Nacional de Informação (SNI) mostrava-se quase sempre de uma eficácia imbatível: em 1965, em apenas quatro dias, apreendia 70 mil títulos à Europa-América, em dois anos subtraía à Seara Nova milhares de contos de livros; quanto à editora Minotauro, era simplesmente encerrada.

Foi por isso com imenso prazer que hoje pela manhã fui assistir ao lançamento de um livro de poesia cujo autor teria visto a sua obra censurada no tempo do regime. António Taipa, Rodela para os amigos de Freamunde, é um poeta popular com as suas quadras e sonetos sempre repletas de uma simplicidade e astúcia que ao longo dos anos lhe foram valendo o reconhecimento do povo.
Assumido comunista, crítico feroz do regime, trabalhador humilde, e como se pode ler na contracapa do “Solar dos Oprimidos”: “Orgulha-se da sua origem e não esconde as suas limitações académicas.”.

Freamunde, outrora terra de cultura, reconhecidamente esquerdista, de lutadores contra o regime, foi perdendo as suas características. É hoje uma cidade descaracterizada excepto pelo seu povo ainda bairrista. Pode-se argumentar que o tempo apaga vestígios, mas a tradição de cultura que outrora ostentava não soube ser preservada. Hoje temos o Grupo Teatral Freamundense que tenta, felizmente, retomar um rumo perdido há uns anos, o Grupo Pedaços de Nós, também com especial incidência na representação em palco, o Grupo de Castanholas de Freamunde que começa a ter alguma visibilidade, a Banda de Freamunde e o Ensemble Vocal.
E fora isso? O que temos?
As actividades culturais destes grupos são escassas, compreende-se o porquê: tempo, apoios.. tudo escasseia. A vontade estará lá mas quando essa vontade permite, por vezes com enorme esforço, promover um espectáculo, uma actividade, qual o retorno? Não são raras as vezes em que o retorno é pouco mais que um espaço vazio, cadeiras desocupadas.
É esse o espírito de qual Freamunde se orgulhava?

E foi por isso que hoje fiquei extremamente feliz ao ver a Associação de Socorros Mútuos repleta de gente. Largas dezenas de pessoas que não foram ver um recital de poesia de um famoso e consagrado. Não! foram ver o nosso Rodela de Freamunde, dar-lhe alento para continuar a escrever, foram celebrar as suas quadras e os seus sonetos.

E foi bonito também de ver que o Rodela estava sentado ao lado do Presidente da Junta, tantas vezes zangados, tantas vezes de costas voltadas e em barricadas opostas. É bom de ver na ficha técnica do livro hoje lançado o apoio da nossa Junta de Freguesia. Mas não consigo perceber o porquê de esta não ter sido uma das iniciativas que a Junta anunciou no cartaz do programa de comemorações do 25 de Abril.
Porque teria um significado muito forte para o próprio autor, porque seria um sinal de reconhecimento da Junta, porque assim não ficaria eu de boca aberta com a pobreza franciscana com que o cartaz foi apresentado aos Freamundenses:

Um concerto da Banda de Freamunde na véspera e, pasmem-se, o lançamento de “33 bombas” pelo meio dia. Foi isto que o 25 de Abril mereceu para quem tem a obrigação de o fazer relembrar.
33 “bombas”.

Porque o 25 de Abril é uma data, apenas e só uma data, mas a data que simboliza a liberdade, o fim da escuridão cultural, a emancipação de Portugal como país democrático no seu verdadeiro sentido, por tudo isto e muito mais o 25 de Abril não merece ser tratado assim, com o “dois foguetes e povo na rua”. Não merece que o celebrem como que com vergonha de o fazer. É dia de gostar do país, do povo e da liberdade.

Povo de Abril! Sai à rua
a vinte e três de Fevereiro.
Faz serenatas à Lua,
recorda o cancioneiro.

Não rezes meu povo, canta!
Porque que canta a razão
traz o Zeca na garganta
e o credo no coração.

Abril tempo de fartura,
funeral da ditadura,
Zeca Afonso e liberdade.

Mas disto já nada resta,
só a viola se presta
p’ra me matar a saudade.

Rodela, 23.02.1996


Arquivo de April, 2007

Puntz Puntz


Ainda estou para descobrir de onde raio é que lhe “nascem” tantos sons.

Quantas mais vezes vejo isto mais impressionado fico. Porque brincadeira aparte, fazer o que esta beat box humana faz não não depende só de talento. Como diria Ali G: Respekt!


Arquivo de April, 2007

Pior pesadelo favorito


Saiu ontem no Japão, amanhã sai na Alemanha e no dia 23 em Inglaterra. Suponho que seja também uma questão de dias até se encontrar por cá o álbum que tem na terceira música do seu alinhamento a que mais tenho ouvido nos últimos dias, “Teddy Picker”.


Arquivo de April, 2007

Onde é que já vi isto?


Ora digam lá se esta maravilha que o Messi fez hoje à noite não vos faz lembrar qualquer coisa:

Talvez… isto?

Arquivo de April, 2007

Vale dos Homens v2