Hoje de manhã repeti a experiência e o resultado foi igual. Abri a caixa e fiz o belo truque de “encaixa-desencaixa” cabos… continuava igual. Desliguei o cabo IDE que liga o gravador e o velhinho leitor de CDs a 32 velocidades e que me acompanha desde o meu primeiro computador e tentei arrancar o Windows. Crash no ecrã de arranque. Oh diabo… troca de cabos novamente e nada de novo.
Comecei a pensar que podia ser a minha fonte a dar o berro por não aguentar uma qualquer carga maior a que fosse sujeita. Peguei numa fonte velha (250w) que aqui tinha e liguei só o essencial… crash à mesma. O pior é que já não crashava só quando entrava no Windows ou Ubuntu mas sim ao tentar ler o MBR. Já nem o menu do GRUB conseguia ler. Comecei a entrar em pânico.
Seria a RAM? Tenho duas DIMM, uma de 512 e outra de 256. Usei só uma de cada vez, troquei as slots todas e nada, tudo igual. Mau… não era a RAM, não era a alimentação, como tenho dois discos (um para cada sistema operativo, nada de partições) e os crashs eram independentes de qual arrancava (e já tinha usado meia dúzia de cabos IDE antigos que aqui tenho mas nem assim a coisa melhorou) assumi que o problema não estava aí.
Sobram a gráfica, processador e board.
Encaixa e desencaixa processador, limpa-se como deve ser, nova camada de pasta térmica e … piu, computador a reiniciar à mesma. Ou deu o berro ou então não era simplesmente mau contacto… como a bios o reconhecia bem e até a brincar com os multiplicadores conseguia alterar-lhe as frequências, não me parecia que fosse daí.
A gráfica tem 4 anos e nunca deu um único problema (fora quando a ventoinha de origem pifou e tive que lhe meter um dissipador novo)…
Só podia ser a board. Já é a segunda que tenho neste PC. A primeira, uma ECS deu o berro quando usei o seu próprio sistema “seguro” (segundo o manual da ECS) para overclocking controlado. Esta Asus, embora antiga, sempre funcionou que foi um mimo, mas por exclusão de partes… só podia estar aí o problema.
Pior ainda ficou quando vou tentar pela BIOS repor os valores de fábrica da mesma a ver se ajudava (nunca ajuda, mas pronto, não custava tentar) e até aí apanhei um belo de um reboot forçado.
Assumi que morrera. Era hora de lhe preparar um belo enterro, com pompa e circunstância, não fosse este o bichinho que está aqui ligado há anos, 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Entretanto, perto da hora de jantar, e já com o bicho estendido num sofá, todo aberto, olhei para a pilha da board e… espera lá, e se eu a tirar e voltar a meter, tipo, “tecnologia CMOS para que te quero”?
Sim, é estúpido, mas quem diz que as máquinas não o são?
Está aqui como novo.
Juro que não percebo.
Deste post resultam duas coisas:
- Tenho um arsenal de velharia em casa. Eu sempre disse que não deitava nada fora porque um dia me ia dar jeito. A quantidade estúpida de cabos que guardei acabou por servir para alguma coisa, nem que tenha sido para ver que o problema não estava onde parecia ser mais óbvio.
- Este post tresanda a geekness caseira/manhosa que é uma coisa estúpida.





