Arquivo de 2007

Como chamar estúpidos a "6 milhões".


Mais do que os Portistas que já estão habituados às tretas dos jornais desportivos nacionais, eu acredito mesmo que são os benfiquistas que se devem sentir insultados por ver coisas destas no dia seguinte à derrota com, provavelmente, a pior exibição da época e que os coloca a 10 pontos do líder:

Que se lixe a exibição, os 10 pontos, a época já meia perdida… o que interessa é que o Vieira foi buscar o Delgado. O Record acredita piamente que esse sim é o motivo pelo qual os benfiquistas devem estar felizes: vem aí mais uma vedeta! Hip hip hurray!

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Ai sim?


Os últimos dois posts falam de coisas de que gosto, este não vai ser excepção e vem confirmar a regra do “não há duas sem três”.
Vou falar do Filipe Menezes. Gosto dele, e os portugueses deviam gostar todos, nem que fosse por uma simples questão de gratidão colectiva. Já dizia o velho ditado que “rir é o melhor remédio”, e como tal os portugueses devem andar agradecidos ao senhor por fazer de Portugal um país com gente mais saudável.

Isto por causa das suas declarações do dia 10 em que afirma convictamente à SIC notícias que o Sócrates deve pedir desculpa ao país à custa da morte (mais uma) de um segurança da noite do Porto.

Eu iria ainda mais longe:

  • o senhor primeiro ministro devia pedir desculpa ao país por este ter acordado com temperaturas que nos fazem a todos repensar duas vezes o simples gesto de puxar para trás os lençóis antes de sair da cama.
  • O senhor primeiro ministro deve também pedir desculpa ao país pela falta de chuva que tem marcado este outono. É inconcebível e faz-nos ficar cada vez mais na cauda da europa.
  • O senhor primeiro ministro deve ainda pedir desculpa pelas mortes causadas na estrada por condutores em excesso de velocidade às 5 da manhã, como a daquele que espetou uma carrinha Audi contra a parede de uma casa no Algarve, deitando essa mesma parede abaixo e só por milagre não matando quem lá dentro dormia, mesmo quando as estradas possuem sinalização luminosa de 50 em 50 metros a avisar que o limite de velocidade naqueles locais é de 50 km/h.
  • O senhor primeiro ministro devia ainda pedir desculpa ao país por ser primeiro ministro de um país onde o principal líder da oposição consegue ser mais, vá lá, “castiço” agora que tenta falar com ar sério, tranquilo e consciente para as câmaras de televisão do que quando o fazia tentando passar a imagem de populista enquanto presidente da câmara de Gaia.

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Where amazing happens


Eu sei que somos poucos por cá (Chino, esta é para ti), mas ainda somos alguns a perder umas horas de sono para ver uns jogos de basket daqueles como só se fazem do outro lado do atlântico. E se há coisa que os tipos fazem bem na NBA para além de jogar é a forma como promovem o desporto.
Desde miúdo e da altura em que acompanhava aos sábados à tarde o NBA action que passava na RTP2 e onde o prof. Carlos Barroca me fazia ficar literalmente colado ao ecrã enquanto descrevia as melhores jogadas da semana e onde eu acompanhava as vitórias dos “meus” Orlando Magic com o Shaquille O’Neal e companhia, que os anúncios de promoção à liga me deixavam maravilhado. Este ano decidiram fazer uma série de novos anúncios que são autênticas pérolas, mesmo para quem se está perfeitamente a borrifar para o basket.
Para quem gosta da NBA, os anúncios são perfeitos: as imagens, os textos e o significado dos mesmos para quem segue a liga, a música, tudo está “no ponto”.
Para quem não gosta, bem que pode fechar os olhos e não ver o anúncio porque só a música vale a pena.

Por isso, e para quem não conhece e tiver curiosidade, ficam aqui dois dos anúncios que passam intensivamente nas transmissões da ESPN, TNT e FSN.
Para quem não tiver curiosidade fica mais abaixo a música de Carly Comando, “Everyday”.
Ora digam lá que não vale a pena…

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=evApapdysp0&rel=1]

Carly Comando – Everyday


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URZE – No rasto


Foi já há dois fins de semana, mas mais vale tarde do que nunca:

Com organização do GTF (Grupo Teatral Freamundense) foi possível assistir a um fim de semana de teatro (ainda para mais de entrada livre) em Freamunde embora só tenha podido estar na primeira peça apresentada, na sexta-feira dia 30 de Novembro.

Em cena esteve No Rasto de Miguel Torga pela companhia URZE de Vila Real, e que excelente foi! Desde a actuação de todo o elenco, passando pela simplicidade do cenário tão bem representativo daquilo que são as raízes de Torga e pela iluminação e sonoplastia perfeitamente enquadradas. Nada falha na peça, nada! Sem qualquer exagero foram os melhores 70 minutos de teatro a que assisti até hoje e a prova que não são necessárias extravagâncias, truques e acessórios para tornar uma peça grande. A simplicidade que tanto gosto em Torga esteve sempre presente sem nunca se confudir o simples com o simplista.

foto retirada do site da URZE

Com apenas 5 elementos fazendo transições constantes entre cenas completamente distintas com uma suavidade impressionante, com representações de personagens completamente opostas mas todas elas capazes de criar uma relação de proximidade com o público, os actores Andreia Vasconcelos, Fábio Timor, Glória de Sousa, Isabel Feliciano e Rui Félix encheram completamente o palco.

Foi pena, apenas e só isso, que não estivesse casa cheia. Merecia o GTF, merecia o teatro, merecia a URZE e certamente que a ovação final teria tido outra dimensão.
Mas para quem tiver oportunidade de ir ver a peça onde quer que ela se encontre nos próximos tempos, faça o favor de não pensar duas vezes, é à minha responsabilidade.


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E fez-se luz, mas eu não pago a conta.


Estamos em crise, vamos fazer poupança energética, vamos ser responsáveis, usem lâmpadas de elevada eficiência, desliguem sempre todas as luzes que não estão a ser usadas, nunca deixem a televisão ou o ecrã do computador só em standby, etc e tal. Aproveitem e passem nos Aliados onde está uma coisinha ao alto que só está enfeitada com 2,4 milhões de micro lâmpadas, 13 mil lâmpadas redondas e 500 metros de néon. Mas é Natal, que se lixe. Para o ano começamos a poupar outra vez.
O que vale é que é o BCP a patrocinar e eu não tenho conta em nenhum dos seus balcões, mas tenho pena de quem tem.

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Fasten your seatbelts


Lembrem-se que é feio rir da desgraça alheia.

Isto tem aspecto de já ser velhinho, mas só hoje fiquei a conhecer.

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I like dunking on people.


Se há duas coisas que a Electronic Arts consegue fazer com regularidade ao seu NBA Live elas são:
  1. Arruinar a jogabilidade e adicionar bugs absurdos a cada ano que passa. Não, senhores da EA, não são os postes de cada equipa que têm médias de 8 assistências por jogo. Esses são os bases.
  2. Ter a melhor banda sonora de todos os jogos de desporto, ano após ano.

É certo que sendo um jogo direccionado para o mercado americano o hip-hop abunda, e eu não gosto de hip-hop. No entanto todos os anos surgem algumas pérolas dos mais variados estilos.
Este ano, para além da música dos Hives que está uns dois posts abaixo deste, existem ainda pequenas maravilhas como as 3 que vos deixo a seguir:

Datarock – Fa-Fa-Fa
Kid Beyond – Mothership
Mark Ronson – Toxic


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Quem se acusa?


As buscas que fazem para vir aqui parar não param de me surpreender.


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Os Áives


Tal como com todos os outros álbuns dos Hives não sou capaz de ouvir 40 minutos seguidos de guitarradas estridentes. Os Hives são para mim daquelas bandas que se ouvem quando se tem a playlist de todos os nossos mp3 em shuffle.
E com este último “Black and white album” volta a acontecer-me o mesmo: não consigo ouvir tudo de seguida sem ficar completamente farto de tanto berro agudo.
Não quero com isto dizer que não gosto dos The Hives, não é nada disso. E prova disso é a quantidade de vezes que já ouvi esta “well allright”.


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Second Life? LOLife


Faz-me uma certa confusão ler acerca do Second Life como o novo oásis da web, como o porto de abrigo para quem se quer reconhecer internauta.
Eu mal tenho tempo para uma vida que não me passa pela cabeça arranjar uma segunda, ainda para mais a feijões. Mas tudo bem, há quem tenha tempo, invejo-os.
Mas mete-me confusão ver artigos semanais em jornais de tiragem nacional, artigos com honras de pertencer às crónicas sobre a web, em que se descreve a bela arte de desperdiçar horas a brincar ao faz de conta e sobretudo como essas horas são sinónimo de evolução, de visão de futuro, de adaptação à realidade do século XXI e onde os “avatares” como gostam de lhes chamar são a representação de um indivíduo.
Não me quilhem, não são.

Nunca andei pelo second life, nem sequer tenho conta naquilo, mas cheguei a ter curiosidade em entrar no Habbo (aquela coisa que funciona como um hotel onde as pessoas andam pelos corredores a perguntar à boa moda do velhinho IRC, “a/s/l ?”). Acho que se estive lá meia hora foi muito.
Volto a dizer que não conheço o second life, mas posso dizer que conheço o tipo de personagens que lá habita. O mesmo tipo de personagens capazes de passar 12 horas por dia em frente ao pc a perseguir monstros enquanto, por chat, vão confraternizando e fazendo amizades com alguém que associam a um cavaleiro de armadura de resistência de nível 20, montado num cavalo com asas e que cospe ácido.

Agora pergunto eu: qual é o objectivo? Ter uma segunda vida onde se pode ser aquilo que queremos ser e não aquilo que na realidade somos? Ena! Portanto, vamos mesmo todos acreditar que aquele boneco com um belo par de mamas e rabo perfeitamente moldado em forma de meia lua é capaz de nos satisfazer. Vamos todos acreditar que se no second life alguém anda num carrinho todo pipi esse alguém é portanto uma pessoa de respeitável posição social. Sim, vamos todos acreditar.

Em vez disso dou uma sugestão: largar essa treta e aproveitar o tempo que se ganha. Digo eu, na minha visão tacanha e mesquinha -ou pelo menos assim dizem esses maravilhosos colunistas da tiragem nacional que se fartam de criticar quem não vê no second life a oportunidade de construir um mundo melhor- que era capaz de ser tempo melhor aproveitado, nem que fosse para pegar num livro, ouvir um cd sentadinho no sofá a relaxar ou ir ao café onde estão pessoas de carne e osso que não te dizem “brb” quando querem ir mijar.

E eu adoro perder tempo na net quando o consigo arranjar. Se se ganhasse dinheiro por cada inutilidade que se descobre em sites e blogues que não lembram ao diabo já era milionário. Absorvo informação a partir da net, participo em fóruns de discussão variados desde desporto a conversa da treta, participo/jogo em fantasy leagues de basquetebol americano, jogo em simuladores de gestão de equipas F1 online, tenho um blogue, farto-me de ver vídeos no youtube e afins e à custa disso deito-me às tantas e de manhã ando sempre de olheiras mas para além de saber que isso não faz de mim um gajo mais “século XXI” nem mais culto em linguagem binário também não ando a escrever por aí que quem não o faz é porque não tem visão de futuro.

Isto tudo para dizer que me fartei de rir quando vi esta notícia:

Que culpa tem o puto de existir gente capaz de gastar dinheiro real para ter neste tipo de tretas. Móveis imaginários mais bonitos que o gajo do computador ao lado e pagos com dinheiro real? Era dar-lhe uma palmadinha nas costas do puto, um piscar de olho e dizer-lhe que merecia uma estátua por andar a gozar com tansos.

Por fim, e para quem arranjar uns minutos e tiver vontade de lêr uma pérola em inglês, dêem um saltinho aqui e vejam o que um dos meninos que faz os cartoons Cyanide and Hapiness escreve acerca da sua viagem ao mundo do Habbo, onde andou a recrutar pessoal para fazer umas violações online. Vale a pena.