Este então achei fabuloso:
E agora, será que vêm aí manifestações de protesto, tiros para o ar, ameaças, etc?
Agora digam-me: fui só eu que, a cada curva que o Kankkunen fazia, sentia aquela sensação de “O gajo vai-se espetar… o gajo vai-se espetar…” ?
E depois outro ponto:
Quem raio é que se poderia sentir insultado?
Os Cristãos? Não me parece… são os que até costumam ver essa mesma ópera.
Os Budistas? Os Islâmicos? Os “Neptunianos”?
Pondo de parte os crentes em Neptuno, restam-nos as outras duas hipóteses. E tendo em conta que nunca vi bombas a rebentar atadas à cintura de Budistas, fico-me pela hipótese: “Vamos cancelar a ópera, senão os muçulmanos batem-nos.”.
E não, não caio no erro de generalizar… bem sei que 99% dos crentes em Maomé não são fundamentalistas/radicais. Mas o 1% que representa os outros, o 1% de radicais que matam freiras, ameaçam o Vaticano e Roma com bombas e queimam igrejas, é o cerne da questão aqui.
Desde a história dos cartoons no jornal dinamarquês que me repulsa a auto-censura desmesurada e o medo “à la EUA” que parece ter invadido a europa. Este último caso é do mais berrante que se consegue imaginar nos mais escuros recônditos da nossa massa cinzenta. Qualquer referência ao profeta Maomé é hoje: pensada; repensada; medida; pesada. Depois vai a escrutínio nacional. Por fim é analisada semanticamente por especialistas que procuram em cada palavra um possível segundo sentido que lhe possa ser dado para que se dissipem de todas as maneiras qualquer conflito futuro.
E se, ainda assim, surgir um qualquer problema com o que foi dito/escrito/cantado/flatulado?
Não é para isso que servem/chegam os pedidos de desculpa?
E é aqui que entra a outra parte da cantiga:
A resposta à pergunta anterior é: Não… parece que para pelo menos 1% dos crentes em Maomé… não é.
E como resolve a questão esse tal 1% quando não desculpa? Simples: kabum ao ocidente!
E se me dizem que “temos de compreender todos as referências culturais/religiosas/sociais que levam alguns radicais a tomar essa opção, fazendo-nos aperceber que, para eles, o acto de matar alguém em nome de uma religião não é visto como algo atroz tal como o ocidente o vê”, então eu respondo com as sábias palavras que o Tio Hermínio da Tasca me disse em conversa de café há umas semanas: “Também há uns milhares largos de anos os homens das cavernas se matavam entre eles e praticavam canibalismo. Depois evoluíram e viram que sacrificar vidas humanas não era a solução.”.
Esta pequena frase contém bem mais sentido do que possa parecer à primeira vista. Será então que devemos fazer um esforço para compreender que “para eles o acto de matar alguém em nome de uma religião não é visto como algo atroz tal como o ocidente o vê“? Ou, por outro lado, devemos fazer-lhes ver que a ideologia que o seu fanatismo lhes impregna na alma é algo completamente inaceitável em pleno século XXI? Não estará na hora de, pura e simplesmente, evoluír?
E neste ponto em particular agrada-me (pelo menos isso) uma constatação simples: cada vez mais as religiões deixam de mandar nas massas. Ainda sobram alguns casos (óbvios), mas cada vez mais se vê um pensamento livre e tolerante, liberto de amarras religiosas a nível global. Só falta mesmo é perder o medo de dizer aos que ainda estão presos: isso está errado.
E é por isso que digo, alto e bom som, sem medo absolutamente nenhum que me bombardeiem o blog, e convicto de que a minha opinião é livre de ser publicada:
But show me the way to the next whiskey bar.
Bem, sem mais de momento, fica por aqui a minha participação no assunto do qual o post do Abrupto trata, seja em posts ou comentários:
Vendo o andamento dos comentários que cá me deixaram desde os últimos meses, já fui:
Ora bem, já se decidiam de uma vez por todas, não?
The shuttle was originally scheduled to land on Wednesday, Sept. 20, but waved off due to weather conditions and the presence of unknown objects near the shuttle. After additional inspection of the vehicle yesterday and today for possible orbital debris damage, the mission management team gave its approval for landing.
?
Sacha Baron Cohen é um actor britânico conhecido pelas suas
personagens de Ali G e mais recentemente de Borat, o Cazaq.